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Archive for julho \30\UTC 2010

Amo viver

Posted by dealalves em julho 30, 2010

Amo o dia de sol aconchegante

Amo o vento passando por mim e mexendo nos meus cabelos

Amo poder andar

Amo ver as pessoas sentadas, conversando, recebendo esse pouquinho de sol, como que bebendo a pequenos goles a vida que ele transmite

Amo o chafariz jogando a água para cima e a sua dança

Amo ver as gotinhas de água soltas no ar e o brilho do sol incidindo sobre elas

Amo escutar as conversas (em que idioma estiverem) e as risadas

Amo ver os casais de mãos dadas, sentados na praça a contemplar um ao outro

Amo estar viva

Amo estar bem

Amo ao Senhor por me proporcionar tudo isso

Amo o privilégio de ver, ouvir, cheirar, apalpar, caminhar

Amo viver

Amo erguer os olhos e acima dos prédios, dos helicópteros, do barulho, das luzes, ver o céu azul

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Resenha Revista Quatro Rodas Junho 2010

Posted by dealalves em julho 24, 2010

Mais um vez na busca do objetivo de quebrar os paradigmas da leitura me joguei na Quatro Rodas de Junho 2010… Até que não demorei mto pra terminar de ler, uma vez que estamos em Julho ainda neh…rsrss…

Sendo muito sincera, houveram várias matérias que eu não entendi nada, principalmente quando entra nos dados técnicos sobre os veículos.

E não me arrependi porque a revista realmente é muito boa, a linguagem é bem informal porém as considerações são bem relevantes e esclarecedoras. Sem falar que a industria automobilística é uma das maiores do Brasil e é também a locomotiva de toda uma cadeia produtiva que gera empregos e riqueza para o país. Todos os brasileiros são apaixonados por carro, é o sonho de todo adolescente que faz 16 anos conseguir sua habilitação e poder dirigir, quem começa a trabalhar como primeira conquista sempre compra um carro, existem discussões intermináveis sobre qual carro ou qual marca é a melhor, resumindo, é algo que faz parte do nosso dia-a-dia e mesmo não sendo algo que me interesse tanto assim, é importante tanto para fins profissionais quanto para cultura pessoa conhecer mais sobre esse meio.

Um assunto que foi tema de várias matérias (A Toyota está ligada, Maduro para o Verde, Efeito Memória e Gerador Próprio) são as pesquisas, avanços e lançamentos de carros elétricos. Isso mostra que a industria automobilística já reconheceu que o petróleo e seus derivados são uma fonte limitada de energia e que é necessário buscar outras alternativas. Neste ponto as reportagens mostraram que as pesquisas estão bem avançadas e que alguns modelos estão prestes a entrar em comunicação.

Nos EUA a Toyota se associou a Tesla Motors para produção de veículos elétricos, peças e sistemas. A parceria é benéfica para ambas. Enquanto a Tesla adquire a experiência da fabricação em escala da Toyota, a marca japonesa, que até agora mantinha suas fichas apostadas no Prius, seu modelo híbrido, recebe em troca a tecnologia já desenvolvida e aplicada nos modelos 100% elétricos da fabricante americana. A expectativa é que o sedã elétrico fabricado pela Toyota/Tesla custará USD 49900 e a bateria poderá chegar até 300km de autonomia.

A Nissan esta fazendo um “teste vocacional” em potenciais compradores do seu modelo elétric, o Leaf. A Nissan quer ser transparente com os consumidores sobre as limitações e os benefícios do Leaf. O motor elétrico promete uma autonomia de 160km antes da bateria estar descarregada. Esse sistema será adequado para a maioria das necessidades diárias, mas não irá satisfazer todas. Para adquirir um Leaf primeiro paga-se USD 99 para reservar o veículo, depois preenche-se um questionário informando seus hábitos e o estado de instalação elétrica de sua casa, se você for aprovado um eletricista irá até a sua casa para estimar o gasto na instalação do sistema de recarga, só o recarregador custa USD 1100, fora a fiação e os demais componentes, só depois de tudo isso você adquire o veícuo por USD 25.280.

Nos EUA as mascas mais lembradas quando o assunto é carro elétrico são a Toyota (17%), Honda (15%), Ford (12%), Chevrolet (8%), Nissan (4%) e Tesla (2%).

A Mercedes-Benz lançou o S 400 Blue Hybrid que diferente do Toyota Prius e do Honda Insight, entre outros, que se valem de motores elétricos para deslocamentos em baixa velocidade, nos centros urbanos, o S 400 usa o segundo motor como um gerador de força extra nas acelerações aplicada principalemnte nas estradas. O propósito de economizar energia e reduzir a poluição é o mesmo, o que difere são as situações em que os motores elétricos entram em ação. Alguém pode argumentar que é mais urgente reduzir a poluição nos centros urbanos que nas estradas. Mas, globalmente, o importante é reduzir o nível das emissões onde quer que elas sejam geradas.

A revista também apresentou algumas reportagens concernentes aos motoristas/consumidores (Déficit de atenção e Recall dos recalls) abordando aspctos destes grupos e tecnologias que visam o bem estar do motorista.

Segundo o NSC (Nacional Safety Council) as principais causas de acidente por distração são: usar dispositivo sem fio (celular), conversar e interagir com os passageiros, procurar coisas dentro do carro, programar estações de rádio ou computador de bordo, usar barbeador elétrico e aplicar maquiagem, comer ou beber ao volante, olhar cartazes e placas na rua, falar ou cantar sozinho, fumar e sonhar acordado. Isto  ocorre porque quando o cérebro humano precisa executar duas tarefas, como dirigir e atender uma chamada telefônica, entra em modo de atuação que “enxerga, mas não vê”, nada menos que 50% da informação.

Os brasileiros não se recordam das convocações das fábricas. 62% dos entrevistados pela empresa GfK Brasil não se recordam de um recall automotivo, sendo que esse número aumenta para 71% se considerarmos apenas o público feminino (rsrs… péssimo para nós mulheres). Entre os homens, mais afeitos ao mundo da graxa, o índice é de 51%. As classes C e D são aquelas que menos conhecem esse tipo de procedimento dos fabricantes, para verificação e troca de peças defeituosas. De acordo com a pesquisa, 75% desse grupo não tinha conhecimento de algum recall. Na classe A e B, o número cai para 48%. Se classificarmos o resultado por regiões, o Nordeste agrega o maior número de “esquecidos”, com 71%. Os jovens entre 18 e 24 anos também se destacaram como um grupo que costuma esquecer as medidas dos fabricantes: 69% não tinham lembrança de nenhum recall.

Outro aspecto que consegui observar é que na linha de carros luxo, sejam as super naves ou até os médios, a concorrência é grande, acirrada e existem muitas opções. Ao ler a descrição dos opicionais (painel touch screen, viva voz, bluetooth, ar-condicionado digital, cambio automático, computador de bordo, etc.) e a opinião dos colunistas fui levada a outra dimensão do conceito de automóvel. Porque para mim o que eu conhecia (de automóveis de familiares e amigos) são os populares e ao ver a descrição de carros como o Honda Accord (R$ 99.800), Dodge Journey (R$ 99.900), Novo Fiesta Sedã (R$ 57.000), Malibu (R$ 89.900), Kia Sorento (R$ 120.900), Kia Cadenza (R$ 90.000), entre outros, cai na realidade de que o que nos é oferecido nos populares realmente é o básico do básico e que os populares são mesmo só um meio de locomoção… porque conforto mesmo… sem chance nem comparação com os modelos que eu mencionei acima. Só pelo preço também já se pode deduzir que esses veículos são destinados as classes A e B, consumidores que já atingiram um padrão considerável de vida e podem se dar ao luxo e ao conforto de um veículo desse porte.

Outro dado importante que a revista sempre aborda são as estatísticas de mercado como a quantidade de unidades vendidas, informações sobre as empresas como por exemplo eu não sabia que Kia e Hyundai estão reunidas desde 1998 em um conglomerado, suas sedes ficam no mesmo complexo, modelos das duas marcas compartilham centenas de componentes, mas na hora de vender a parceria dá lugar a um renhida disputa por fregueses. Além disso a revista sempre menciona profissionais de destaque no mercado como Peter Schreyer  que é umas estrelas do design, a Kia o tiraram a peso de ouro da Audi e ele tema missão de coordenar os três centros de design da marca e transformar a marca de mera copiadora de tendências numa referência em design.

Uma das reportagens mais interessantes foi O clássico das multidões que trata da comparação entre o Novo Uno e o Novo Gol.

A rivalidade entre Fiat Uno e VW Gol é antiga. O Gol estreou em 1980 e o Uno em 1984. De lá para cá, muita coisa mudou, tanto em campo como em nosso mercado. O Uno chega num momento em que Fiat e VW disputam carro a carro a liderança de mercado. Até o início de maio, a Fiat tinha 22,71% de participação e a VW estava com 22,16%. Como Uno e Gol estão entre os mais vendidos do país, a briga entre eles pode definir quem ficará em primeiro no fim do ano.

A maior diferença entre eles está na qualidade do acabamento. A superioridade do VW é percebida pela observação das peças e também pela menor quantidade de ruídos vindos de painel, bancos, portas, cintos de segurança e para-sóis, entre outras partes.

O Gol tem a direção mais pesada, exige maior esforço nas manobras. Sua suspensão firme não tolera movimentos de rolling nas curvas e passa por buracos de forma tensa, quase dura. Por sua vez, o Uno é um carro fácil de dirigir. Sua direção é leve e a suspensão macia e confortável deixa a carroceria inclinar nas curvas – sem, contudo, comprometer a dirigibilidade, uma vez que, apoiado, o carro segue a trajetória obediente.

Então esse foi o resumo do que considerei de mais relevante na revista, no final dela ainda tem a tabela com o preço padrão de todos os veículos de todas as marcas, muito bom para quem quer ter noção de valores ao comprar ou vender seu veículo. Além de algumas colunas sobre como foi o atendimento  nas visitas a revisões nas concessionárias o que é muito importante no momento de considerar a compra de um novo veículo também.

Recebi uma overdose de informações sobre o ramo automobilistico pela Quatro Rodas porém estou bem satisfeita. Vou dar um tempo agora e ler outro tipo de revista claro! Mas com certeza vou comprar outra Quatro Rodas mais adiante quando desejar me atualizar!

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Qualidade de Vida

Posted by dealalves em julho 20, 2010

Uns tempos atras estava muito infeliz, entrava as 07hs saia do trabalho depois das 22hs… Sabe quando você tem a sensacao de que nao esta vivendo?
E eu pensava comigo, trabalho na Av Paulista um lugar super 10, com varias opcoes de divertimento, cultura, restaurantes, etc. E eu nao estou curtindo isso porque nao consigo sair do escritorio!!
Como tudo na vida e uma opcao, optei por nao me estressar mais… E estabeleci prioridades, almoco todo dia custe o que custar e faco 1h de almoco, nao vou almocar com gente que so sabe falar de trabalho, e as vezes como hj venho sozinha ler uma revista, tomar um sol, ver o movimento no parque…
Se precisar trabalhar ate mais tarde eu fico, porque você deve ser comprometido com o seu trabalho e alem do seu sustento tem a sua credibilidade em jogo, porem isso deve ser feito quando realmente existe uma necessidade e necessidade e totalmente diferente de neurose…
Precisamos ter a nossa vida e fazer coisas que gostamos durante alguns intervalos durante o dia porque se nao fizermos vem aquela sensacao de escravidao e a motivacao vai embora independente do dinheiro.
E e tao gostoso observar a vida, o pessoal passeando com os cachorros, as criancas andando de bicicleta, o pessoal almocando no parque, ouvindo um som, conversando com a familia, poxa!! A gente trabalha mas temos uma vida, uma familia, amigos pra onde podemos voltar.
E melhor que isso tudo, temos um Deus que nos entende, nos ama, sempre esta conosco e nao tem nada melhor que conversar com Ele durante o dia!
Minha hora ja acabou, volto feliz e descansada gracas a Deus!<div class="wp-caption alignnone" style="width: 650px"Parque Mario Covas

Parque Mario Covas

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Resenha Folha Universal 28/02/2010

Posted by dealalves em julho 18, 2010

Produção de Ecstasy cresce no Brasil

A América do Sul, que já estava entre os principais destinos do ecstasy produzido na Europa e nos Estados Unidos, está se tornando também grande fabricante da droga. O alerta veio de relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU) na quarta-feira (24). O documento da Junta Internacional Fiscalizadora de Entorpecentes (Jife) relata que, em 2008, as autoridades brasileiras desmantelaram o primeiro laboratório clandestino de fabricação de ecstasy e apreenderam um total recorde de 132 mil unidades da substância em um segundo laboratório, encontrado em agosto de 2009. O relatório também alerta para a escalada do uso de medicamentos controlados pelo mundo.

Viva mais e bem

A humanidade está envelhecendo. Dentro de 35 anos a previsão é de que, pela primeira vez na história, haja mais pessoas acima dos 60 anos do que crianças no mundo, de acorodo com a ONU. Antes disso, em 2025, o Brasil será o sexto país com maior número de idosos, indica a OMS.

Em 2000, a população do país vivia, em média, 68,3 anos. Em 2008, esse índice passou para 72,7. Para 2050, a expectativa média de vida é de 81,29.

Além da carga genética, envelhecer bem depende muito do estilo de vida e do ambiente. Os idosos com maior autonomia e independência são aqueles que cultivaram bons hábitos de saúde.

Para evitar doenças crônicas, que são as mais comuns no envelhecimento, há quatro comportamentos de risco que precisam ser evitados: tabagismo, sedentarismo, má alimentação e excesso de bebida alcoólica.

É importante planejar como será a velhice em termos de saúde física, mental, social e de segurança financeira, incluindo um projeto de vida para depois da aposentadoria.

No Brasil, as mulheres são maioria entre os idosos. Segundo o IBGE, elas são quase 12 milhões – 56% do total de pessoas acima dos 60 anos. Em média, elas vivem de 7 a 8 anos a mais do que os homens.

A população com 60 anos ou mais anos exerce importante papel na economia do País. De acordo com a última Síntese de Indicadores Sociais do IBGE, de 2008, 50% dos idosos moram com os filhos e 23,3% são responsáveis pelo sustento da família.

Segundo IBGE, cerca de 5 milhões dos 21 milhões de idosos no Brasil têm renda média de R$ 830 e os principais gastos são com alimentação, remédios e planos de saúde. Na outra ponta, 2,3 milhões ganham até R$ 208, daí a importância de se pensar em um plano de previdência privada para garantir o futuro.

Para sustentar uma população que envelhece cada vez mais rápido, só há três saídas: realizar incentivos pré-natais, para que as pessoas passem a ter mais filhos; atrair mais imigrantes jovens, que possam rejuvenescer a população; e aumentar o incentivo para que as pessoas trabalhem mais tempo.

Pensando no futuro

Atentos ao fato de que a população brasileira está ficando mais velha e de olho nas classes de renda mais baixa, os bancos começaram a criar condições para que a classe C se interesse por planos de previdência privada, que visam garantir um futuro financeiro mais seguro. A ideia da previdência privada é relativamente simples: o contratante investe, todo mês e por alguns anos um valor fixo que rende a juros de mercado e que poderá ser resgatado em parcelas no futuro, como uma aposentadoria.

No Brasil, existem dois tipo: o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL). O primeiro pode ser abatido do imposto de renda, caso o valor represente até 12% de sua renda, e o imposto é pago sobre o valor sacado. O segundo, recomendado aos planos mais baratos, não pode ser abatido do imposto de renda, mas quando o dinheiro é sacado, o imposto é referente só ao rendimento, não ao que foi depositado na conta.

Lesões em série

Além de fabricar aves congeladas, a Brasil Foods, empresa criada após a fusão da Perdigão com a Sadia, é acusada de produzir também em série lesões em centenas de trabalhadores. Existem mais de mil medidos de indenizações de ex-funcionários devido a acidentes na unidade de Capinzal em Santa Catarina. Há registro no INSS de 510 acidentes na fábrica nos últimos 5 anos e 1.277 trabalhadores estão afastados devido a doenças, o que representa 20% do contingente da unidade.

Recorde dedentistas no país de banguelas

O Brasil é o país com maior número de dentistas no mundo: tem cerca de 250 mil profissionais na área – três vezes mais que o número ideal recomendado pela OMS.

Porém números do próprio Ministério da Saúde apontam que quase um terço da população (60 milhões de pessoas) nunca fez tratamento dentário (os números são de 2003, ano do último balanço).

Nosso proble~ma não é a quantidade de profissionais, mas sim a distribuição deles no interior do país. Existe uma grande concentração de dentistas nas regiões Sul e Sudeste que abrigam 75% de todos os profissionais da área.

Cansaço sem fim

Todos nós nos sentimos cansados eventualmente e podemos até chegar a pensar em simplesmente não levantar da cama para mais um di de trabalho. Isso é normal. Mas quando esse sentimento se torna uma regra, e não a exceção, é preciso tomar cuidado. Ele pode ser sintoma da síndrome da fadiga crônica (SFC), reconhecida pela OMS e diagnosticada pela primeira vez em 1998.

No Brasil, cerca de 200 mil pessoas tem a síndrome. Nos Estados Unidos, a estimativa é de 0,5% dos norte-americanos tenham a SFC, o que representa aproximadamente 1,5 milhão de pessoas.

O principal sintoma da fadiga crônica é a persistência de cansaço e da falta de energia por mais de 6 meses. Também são comuns dores musculares e nas articulações, sono excessivo, dificuldade de memória e concentração, disturbios visuais, alergias, inchaço nos nódulos linfáticos, tontura e hipersensibilidade a comidas, medicamentos e barulhos.

Não há tratamento específico para a fadiga crônica, mas alguns procedimentos como psicoterapias, reposição hormonal com corticoides e uso de antidepressivos, analgésicos, ansilolíticos, suplementos alimentares, fisioterapia e massagens podem ajudar.

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Resumo/Resenha Revista da Cultura

Posted by dealalves em julho 14, 2010

Fui uns dias atrás comprar um livro pra faculdade na Livraria Cultura do Conjunto Nacional e peguei a revistinha deles.

Olha, de mta qualidade viu!! Devorei!!

Seguem os assuntos que mais gostei com os meus comentários!!

A Rua contra a Rua

É uma matéria que fala da disputa pichação X grafite em São Paulo, mas o que achei de interessante mesmo foi que eles contaram a história dessa arte.

O aerosol se popularizou na década de 1960 e a escrita na parede, herança que vem desde que os homens moravam em cavernas, ganhou agilidade. O spray transformou a pichação em arma de protesto na revolta estudantil de 1968, em Paris, e do lado ocidental do Muro de Berlim. Virou marcação de territórios entre gangues, em Los Angeles, grafite em Nova York na década de 1970 e ganhou estética única em São Paulo a partir da década de 1980.  Essa pixação com ‘x’ é exclusiva da cidade de São Paulo e é referência para a street art  do mundo todo. A pichação de São Paulo é uma comunicação fechada. É  da pichação pra pichação. Então, na verdade, ela não se comunica com a sociedade. Ela é uma agressão.

Mais informações vc tem no documentario Pixo que dá pra baixar aqui.

Voando com Richard Bach

O americano Richard Bach pode não ser o nome mais lembrado quando o assunto envolve escritores pilotos, posto ocupado pelo célebre Antonie de Saint-Exupéry (O pequeno Príncipe).

Seu best seller Fernão Capelo Gaivota, publicado em 1970, conta a história da ave que ultrapassa os próprios limites pelo simples prazer de voar. Fórmula que se repete em Hipnotizando Maria. A obra traz um professor de aviação e piloto que ajuda uma mulher (Maria) a pousar um avião após seu marido, que pilotava a aeronave, perder a consciência. Questões metafísicas, filosóficas e espirituais são exploradas através da metáfora de pilotar.

Em Hipnotizando Maria, Bach defende que vivemos em um mundo de aparências e de metáforas que precisam ser enxergadas para que possamos compreender nossa própria realidade. A grande problemática da questão é que nem sempre enxergamos o óbvio, apesar de as respostas estarem sempre diante de nossos olhos. Para isso, ele sugere o exercício de questionar.

Ziraldo

Com a mesma energia com que escreve, Ziraldo dala da necessidade de transformar o Brasil num país de leitores. “A escola sabe da importância da leitura. Só não avisaram os professores, que fazem dela um dever. Isso prejudica a criança para chegar à leitura com prazer e desenvoltura. O estudante brasileiro é, na maioria, analfabeto funcional, incapaz de enteder o que lê. A gente tem de transformar o Brasil num país de leitores. Ler é mais importante que estudar.”

Concordo totalmente com as palavras do Ziraldo, a leitura transformou a minha vida, moldou o meu caráter, contribuiu para a minha visão de mundo e objetivos de vida. Ler é fantástico porque serve a diversos propósitos: estudo, auto-ajuda, diversão, pesquisa, etc. de qualquer forma algum tipo de conhecimento a pessoa esta agregando.

Momento Crítico

Há quem diga que o pensamento crítico sobre a cultura está abandonado. Onde está a critica de arte? Houve um tempo em que os críticos não tinham medo de emitir julgamentos polêmicos e apaixonados; hoje, aqueles que restam só escrevem textos na linha ‘ não me comprometa’.

Evidentemente, a crítica existe no Brasil e é praticada regular e intensamente nos jornais e nas revistas. A questão é que, como toda atividade intelectual, tem o tamanho da sua própria época. E qual é, afinal, o tamanho da crítica da nossa época? Ela continua influente, mas bem menos do que no passado. Penso que perdeu muito de sua autoridade. Nãoporque seja pior do que antes, mas houve uma mudança substancial no modo de as pessoas encararem a ‘ autoridade’ dos jornais e das mídias tradicionais.

Se entre críticos apocalípticos ou integrados há diferenças de opnião e justificativas para o declínio da atividade, todos concordam que o espaço da crítica foi reduzido nos últimos anos e que textos mais longos, elaborados e que exigem certo tempo de maturação foram substituídos por resenhas descritivas, por vezes oriundas do material de divulgação produzido pelas assessorias dos próprios artistas.

Um momento importante na formação da crítica nacional foi a fundação da USP, em 1934. Para asoligarquias paulistas, a USP representava a oportunidade de gerar novos quadros intelectuais, funcionando como centro de formação e irradiação de um pensamento de elite.

Excêntricos e extraordinários

Até que ponto os “mais inteligentes” são mais suscetíveis às excentricidades e à loucura?

De acordo com diversos estudos da psiquiatria não existe qualquer prova científica que fundamente a relação entre inteligência, criatividade e doenças mentais. Muitas pessoas são excêntricas e inteligentes. Mas também é possível ver vários cientistas, inclusive ganhadores do Prêmio Nobel, que são pessoas completamente normais e não chamam a atenção. O excêntrico acaba, mesmo sem intenção, chamando a atenção dos outros. Então, as pessoas começam a acreditar que existe essa relação direta, e não tem.

Porém existe um preço, que é a concentração, a dedicação do cientista. E, por isso, ele tende a ser mais distraído frente às necessidades usuais de um cidadão comum, que não é cientista. Com o tempo, precebemos que é muito importante que a sociedade os entenda. Mas isso não é muito fácil.

Apesar de os grupos desejarem que exista sempre um gênio que traga o novo para a sociedade, geralmente, quando ele revela o que nunca foi visto, a reação é de horror. Um gênio é capaz de perceber aquilo que as outras pessoas não veem, num nível criativo considerado diferenciado. A pessoa que vê o que ninguêm vê geralmente assusta. Os parâmetros em que elas se apoiam desaparecem quando a nova realidade é revelada.

A vivência em solidão é muito grande, porque as pessoas não entendem o gênio . É preciso lidar com um nível de turbulência emocional que é difícil de administrar. Isso pode desorganizá-lo internamente.

Rotina de gênio

Incansáveis formatos de busca, ritos cerebrais e comportamentos de grande complexidade. Essa é a rotina de um cientista, independentemente de sua área de atuação.

Leonardo Da Vinci adotava uma pragmática forma de resolver um problema complexo: no começo, aprendia muito sobre ele; depois, o reestruturava de diferentes modos. Para ele, o primeiro “olhar” sobre um problema era demasiado parcial e comumente o problema, com outra estrutura , reconstruído, poderia transformar-se em algo bem menos complexo. Já Einstein, quando diante de um enigma , tinha uma enorme necessidade de formular seu enunciado das mais variadas formas (quase sempre usando diagramas). O genial Thomas Edison (mais de 1000 patentes) estabelecia para si próprio uma “cota de idéias” sobre um determinado problema e se punha a trabalhar incansavelmente até o limite estabelecido.

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