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Resenha Revista HIstória Viva Agosto 2010

Posted by dealalves em agosto 29, 2010

A revista História Viva é uma revista que aborda detalhadamente assuntos tanto da história do Brasil quanto do mundo.

Eu particularmente sempre amei história desde a época do ginásio, era algo que eu nem precisava estudar para ser aprovada. E esse gosto se repetiu na questão de filmes pois eu adoro um filme de época.

Eu acredito que a história nos ensina a compreender melhor o presente, a entender a conjuntura atual de mundo e para onde ela caminha, as motivações dos países, porque e com quem eles se aliam, além de conhecer melhor nossas próprias origens e a origem das coisas, os símbolos e seus significados, enfim, é um assunto muito rico.

Segue abaixo resumo das matérias que mais me interessaram:

Entrevista com Nicolau Sevcenko

Nicolau Sevcenki é o autor do livro A revolta da vacina. A obra trata de um levante que paralisou o Rio de Janeiro por uma semana entre 9 e 15 de novembro de 1904 e foi visto pelas autoridades da época como uma reação irracional à campanha de vacinação contra a varíola promovida pelo governo federal.

Longe de ser um ato de insanidade, a insurreição era um grito desesperado da população contra as reformas autoritárias que pretendiam remover os pobres do Rio de Janeiro para remodelar a cidade de acordo com os interesses do novo modelo urbanístico do capitalismo internacional.

A Revolta da Vacina não foi nem de longe tão brutal quanto a repressão que veio depois do fim do movimento. A polícia passou a percorrer as ruas prendendo todas as pessoas que não tivessem endereço fixo ou vínculo empregatício permanente – isso em uma cidade tomada por uma grave crise de habitação e desemprego. Os detidos eram, então, simplesmente jogados dentro de navios e lançados nas profundezas da Amazônia, sem qualquer orientação e sem as mínimas condições de sobrevivência. Tratava-se, portanto, de tirar essa população da cena histórica e jogá-la o mais longe possível, para que desaparecesse.

Como se sabe atualmente, o embrião do processo de formação das favelas foi o problema social anterior, a revolta de Canudos. Quando retornaram ao Rio de Janeiro, os soldados recrutados para lutar na Bahia ficaram um longo tempo esperando por lagum tipo de indenização ou realocação, que acabou nunca vindo. Enquanto aguardavam, eles se instalaram na região do morro da Previdência e batizaram o local de “morro da Favela”, pela semelhança do local com o entorno de Canudos. Daí vem o nome. A reforma urbana do Rio de Janeiro intensificou o processo de favelização ao provocar a expulsão e massa da população pobre da cidade, que se concentrava na região central, próxima ao porto, sem oferecer qualquer tipo de indenização. A alternativa que sobrou para essas pessoas foi se instalar, de forma precária, nas áreas mais íngremes, terras devolutas que não podiam ser usadas pelo mercado imobiliário. A população foi se estabelecendo em péssimas condições, sem a menor infraestrutura, utilizando a matéria-prima que carava nas ruas, ao redor do porto.

São Paulo, de certa maneira,  é diferente de todo o restante do Brasil porque, em vez de criar focos de pobreza ao lado de áreas ricas, a elite paulistana expulsou seus miseráveis para a periferia. Isso criou uma falsa ilusão de uma cidade próspera nas áreas centrais. Enquanto o padrão no Brasil é esse convívio de riqueza e da miséria, em São Paulo conseguiu-se criar uma área privilegiada no núcleo central e empurrar as pessoas pobres para a periferia. Dessa forma, é possível para alguém ter a enganosa percepção de uma cidade relativamente homogênea, o que está longe de ser realidade: é uma metrópole tçai desigual, tão excludente, tão agressivamente injusta como qualquer outra cidade brasileira.

A idéia de abrir a área central da capital carioca era, em grande parte, para dar essa respiração mais confortável para o governo, que vivia acossado pela população mais pobre, e em um estado de motim potencial. A reforma urbana e a repressão à revolta da Vacina de fato tiraram essa pressão populacional, o governo ficou mais isolado, com pefeito controle do Rio de Janeiro. A decisão posterior de mudar a capital para Brasília visava isolar completamente a elite política de qualquer contato com a sociedade viva do país.

Biografia de Leon Trotsky

Leon Trotsky entrou para a história não somente por ter sido um dos principais dirigentes da Revolução Russa de 1917, mas também por ter lutado contra a burocratização que levou à formação, na década de 1930, do regime personalista e repressivo da União Soviética de Stalin, responsável por milhões de mortes.

Trotsky comparou os três principais processos revolucionários da era contemporânea ( a Revolução Francesa de 1789, as revoluções européias de 1848 e o levante na Rússia de 1905: “O gigantesco esforço que necessita a sociedade burguesa para certas as contas radicalmente com os senhores do passado só pode ser conseguido com a poderosa unidade da nação inteira, sublevada contra o depotismo feudal, ou com uma evolução acelerada da luta de classes dentro da nação que se emancipa.” Para a Rússia de inícios do século X com um capitalismo desenvolvido no interior do Antigo Regime, só restava a última possibilidade.

Na Guera Civel que se seguiu, 500 mul soldados “brancos” – remanescente do antigo exército czarista comandados por oficiais reacionários ou por aventureiros movidos por ambições e corrupção – enfrentaram o Exército Vermelho. Este, criado por decreto em 15 de janeiro de 1918 e chefiado por Trotsky, então Comissário de Guerra, era composto por 5 milhões de soldados, mal armados, mal abastecidos e mal dirigidos militarmente, mas com moral superior e com liderança política. Este foi o fator decisivo da vitória vermelha: a masas camponesa escolheu os bolcheviques porque deles esperavam a terra; um sucesso “branco” levaria ao retorno dos antigos proprierários.

Na combalida Rússia soviética, saída de sete anos de guerra mundial e guerra civil, Lenin diagnosticou o fenômeno burocrático e se insurgiu contra ele, defendendo a renovação periódica dos dirigentes, a volta ao campo ou às fábricas e a substituição da nomeação pela eleição.

Nos anos seguinte a morte de Lenin, Trotsky, seus colaboradores e seus partidários mantinham viva a bandeira do bolchevismo. A essência do “trotskismo” consistia na defesa das ideias de Marx e de Lenin, na luta pela democracia operária e no compromisso resoluto com a causa da classe trabalhadora internacional.

Nas condições criadas pela crise econômica mundial de 1929, que definiram um novo papel para o Estado na defesa da estabilidade da ordem capitalista, o nazismo adquiriu características peculiares, e Trotsky as analisou de modo pioneiro. Para ele, o Estado burguês agia para a manutenção artificial da pequena burguesia, que ruía em velocidade acelerada. Diante da incapacidade do proletariado de derrubar a ordem social vigente, foi o capital financeiro que, no intuito de preservar sua dominação, encontrou espaço para recrutar a decadente pequena burguesia para as fileiras do facismo.

Ameaçado por todos os lados, o revolucionário russo foi finalmente assassinado no México em 1940 a mando de Stalin. O atentado não foi uma vingança pessoal, nem um “ajuste de contas” entre facções “comunistas”, mas um fato político de primeira grandeza. A burocracia da URSS atuou em prol da ordem burguesa mundial, depois que esta aprovou o terror stalinista.

Dossiê Babilônia

Transformada pelo famoso rei Hamurábi no centro de um império no século XVIII a.C, tornou-se um dos polos comerciais e políticos do Oriente Médio. Após uma série de altos e baixos, viveu o auge de seu poder durante o reinado de Nabucodonosor II, no século VI a.C, quando voltou a controlar a antiga Mesopotâmia. Essa idade de outro, porém,  durou pouco. Conquistada em 539 a.C pelo rei Ciro da Pérsia, a Babilônia desapareceria, a partir do século IV a.C sob as areias do que hoje é o Iraque.

Na verdade a Babilônia nunca foi completamente esquecida. Já no século XII d. C, um rabino espanhol chamado Benjamin de Tudela dizia ter identificado a cidadela de Nínive e acreditava ter reconhecido a mítica Torre de Babel.

A situação mudaria radicalmente em 1798, com a chegada de Napoleão Bonaparte ao Egito. Ao verem sua principal rota de acesso terrestre ao Oriente bloqueada pelos franceses, os ingleses foram obrigados a buscar outra forma de contornar o continente africano por terra para chegar às suas possesões na Índia.

O ínicio do século XX assistiu à chegada dos alemães e americanos ao palco da arqueologia oriental. Ao longo dos 80 anos seguintes, os alemães escavaram o sítio da Babilônia, até que Saddam Hussein deu início ao projeto de reconstrução da antiga cidade de Nabucodonosor. A partir de então, vestígios milenares foram deliberadamente adulterados para exaltar a figura de Hussein. Com a invasão americana em 2003 a situação só piorou, já que os oficiais das Forças Armadas dos Estados Unidos foram acusados de montar acampamentos sobre sítios arqueológicos, danificando permanentemente boa parte do patrimônio histórico iraquiano.

O falecido Saddam Hussein esforçou-se para gravar seu nome nas próprias muralhar da Babilônia. A exemplo do curso Saladino, o líder iraquiano de Tikrit reinvindicava o estatuto de herdeiro em linha direta de Nabucodonosor II soberano que conquistou Jerusalém no século VI a.C.

No século VI a.C, o viajante que visitava o sul da Mesopotâmia se surpreendia com uma impressionante metrópole às margens do rio Eufrates. Suas fortificações e santuários podiam ser avistados de longe, e em seu porto se cruzavam as principais rotas comerciais. Era a Babilônia.

Viviam-se os dias de glória do rei Nabucodonosor II, quando a cidade era o centro de um vasto império e maravilhava os homens da época. O profeta Isaías a descreve na Bíblia como “o ornamento dos reinos, a altiva joia dos caldeus (dinastia então no poder).”

Sua história começa no ínicio do sefundo milênio antes de nossa era, quando um povo de origem semita, os amoritas, se estabeleceu no delta do rio Eufrates e fundou uma cidade-estado. O núcleo original de povoamento se expandiu rapidamente, e, no século XVII a.C, esse centro urbano já rivalizava com importantes cidades vizinhas.

Foi nessa época que o rei Hamurábi assumiu o trono, criou o primeiro código de leis da humanidade e organizou um Estado não mais baseado nos laços familiares, mas assentado em um direito universal ao qual toda a população estava submetida. O Código de Hamurábi foi o primeiro passo para que a Babilônia deixasse de ser apenas uma cidade e se tornasse um império.

Por mais de dois séculos, esse reino dominou a Mesopotâmia, até que em 1595 a.C a capital foi saqueada pelos hititas. Debilitada, a cidade foi conquistada por um povo vindo das montanhas do atual Irã, os cassitas, que fundaram uma nova linhagem real.

No final dessa dinastia, no século XII a.C, a cidade já contava com dez bairros residenciais, 43 templos e oito portas espalhadas pelas fortificações que protegiam o centro urbano.

No entanto, na década de 1150 a.C, o último rei cassita foi deposto por invasores elamitas vindos do sul do atual Irã. A Babilônia entrou, então, em decadência e acabou dominada pelo Novo Império Assírio, que emergiu como a potência regional na Mesopotâmia no século X a.C. A antiga capital de Hamurábi só reconquistaria a independência em 612 a.C, quando Nabopolassar, fundador da dinastia dos caldeus, assumiu o controle da capital assíria. Em 605 a.C, seu filho, Nabucodonosor II, o sucedeu no trono e fez da Babilônia novamente o centro de um grande império.

Foi durante seu reinado, de 605 a.C a 562 a.C, que a Babilônia atingiu o apogeu. Nesse período, o soberano promoveu grandes reformas, embelezando sua capital com palácios, templos e jardins, mas sem modificar o desenho urbano aprovado pelo deus Marduk.

A cidade formava então um retângulo de aproximadamente 1,5 km por 2,4 km. O palácio de Nabucodonosor II media cerca de 325 por 220 metros, e o complexo de tempos era ainda mais gigantesco. Porém o mais esplêndido era sem dúvida a Via Processional, a passarela era ladeada por muros cobertos de tijolos vitrificados amarelos dispostos sobre o azul profundo do lápis-lazúli e decorados com imagens de leões e dragões.

Graças à construção de uma importante rede de canais de irrigação, uma agricultura rica e variada desenvolveu-se no centro urbano e nos arredores. Graças ao intercâmbio de bens e de pessoas, a Babilônia tornou-se uma cidade cosmopolita, situação fielmente descrita pela confusão de línguas presentes no relato bíblico da torre de Babel. Ali se misturavam mercadores, mercenários e administradores, mas também escravos e deportados, como os judeos, levaos à força para a cidade após a conquista de Jerusalém em 586 a.C.

Além da prosperidade econômica, a Babilônia foi um importante centro cultural. As elites locais desenvolveram uma ciência sofisticada, que se destacou particularmente nos campos da astronomia e da medicina. Mesmo sem dispor de instrumentos de medida ou de cálculo, e muito menos de telescópios, os sábios locais representaram os movimentos das estrelas e dos planetas em mapas celestes, feitos a partir da observação dos atros a olho nu.

Mesmo depois de conquistada pelo rei Ciro II da Pérsia, em 539 a.C, a cidade manteve sua posição de centro cultural e político de primeira grandeza até o século IV a.C, quando perdeu o status de metrópole regional e entrou em lenta decadência. Com o tempo, a cidade se esvaziou, e do antigo esplendor da Babilônia só restara as ruínas que hoje repousam às margens do rio Eufrates.

Nabucodonosor II nasceu em 634 a.C, em uma Babilônia dominada pelo Império Assírio. A situação, no entanto, estava prestes a mudar. Ainda criança, ele viu seu pai, Nabopolassar, se autoproclamar rei em 625 a.C e liderar a revolta que libertou a cidade 13 anos depois.

No mesmo ano em que assumiu o poder, Nabucodonosor II derrotou o exército do faraó Neco II estendendo os domínios do novo império até o mar Mediterrâneo e acabando com os planos dos egípcios de se apoderar dos antigos domínios assírios. Após essa vitória, avançou sobre as cidades da Síria e da Palestina, então sob a esfera de influência do Egito.

Entre seus alvos estava Jerusalém, capital do reino de Judá e importante centro político regional. Nabucodonosor II lançou o primeiro ataque contra a cidade em 597 a.C, mas só a conquistou definitivamente dez anos depois, quando mandou destruí-la e deportou a maior parte de seus habitantes para a Babilônia. Com isso, a antiga capital de Hamurábi voltou a ser o centro de um grande império, que se estendia por todo o oriente médio.

Durante os 43 anos que esteve no poder, Nabucodonosor II construiu templos e palácios, restaurou antigas casas reais na capital e ainda revitalizou diversas cidades no sul do império.

A residência real media 322 metros de comprimento por 190 metros de largura e ficava ao lado da muralha norte, estendendo-se entre a Via Processional e uma fortificação às margens do Eufrates (cujos muros tinham 25 metros de espessura).

Outra construção impressionante era o sistema de muralhas que protegia a capital, formado por duas fileiras de fortificações, uma externa e outra interna. O muro  exterior, mais imponente, dava ao visitante a impressão de uma cidade inexpugnável. Com mais de 11 km de comprimento corria ao longo da margem direira do Eufrates e cervava o centro da cidade, indo até o Palácio de Verão de Nabucodonosor II, localizado ao norte do núcleo urbano.

Esse complexo defensivo era formado por três muralhas de 30 metros de largura. o topo formava uma avenida larga o suficiente para permitir a circulação de três carros ao mesmo tempo, o que possibilitava o abastecimento rápido de qualquer ponto da cidade. na fachada, 200 torres de guarda foram erguidas a intervalos de 44 metros.

Pequenas torres se espalhavam também pela fortificação interna, que se estendia por mais de 6 km e era formada por dois muros construídos com tijolos de barro cru. Um largo fosso, com cerca de 50 metros, completava o sistema defensivo. A água do Eufrates era desviada para abastecê-lo.

Morto em 562 a.C, Nabucodonosor II deixou uma Babilônia no auge de seu poder, mas não teve sucessores à altura. Seus filhos se envolveram em uma série de disputas, inaugurando um período de crise que só terminaria com a conquista da cidade pelo rei Ciro II da Pérsia, em 539 a.C. Era o fim do último império babilônico.

Caminho de Santiago de Compostela

O apóstolo de Jesus conhecido como são Tiago era irmão de João Evangelista, foi testemunha da transfiguração e seria decapitado entre 42 e 44, reinado de Herodes Agripa. Desses fatos se originaria a lenda católica de são Tiago.

Após a morte de Cristo, contava-se, que Tiago partiu para o mar. Desembarcou no pequeno porto espanhol de Ira Flavia, depois Padrón. Lá viveu algum tempo antes de retornar à Judéia e ser martirizado. Um drama para seus discípulos. Dois deles, Teodoro e Atanásio, transportaram seu corpo mutilado para em um veleiro sem leme. Entregando-se a clemência divina e aos ventos do mar alto, chegaram a Ibéria e, por acaso, a Ira Flavia, onde seu mestre outrora aportara. Eles o sepultaram a algumas léguas do litoral.

Falecidos, foram enterrados perto do apóstolo. Depois, sucederam-se os anos. Veio o esquecimento. Já não havia quem soubesse onde Tiago repousava. Até porque o povo tinha outras preocupações, já que seu país fora invadido pelos suevos, vândalos e muçulmanos.

No início do século IX, um eremita da região de Ira Flavia viu uma estrela desconhecida cintilar a noite toda acima de um campo. Ele avisou Teodomiro, seu bispo. Este mandou cavar o solo. Diante dele apareceu a sepultura perdida de são Tiago.

O rei Afonso foi reverenciar os despojos. mandou construir uma capela sobre a tumba. A multidão acorreu. Em breve, produziram-se milagres: os cegos enxergavam, os surdos ouviam, os paralíticos andavam. Maravilhados por tais prodígios, pastores e pescadores da Galícia batizaram o lugar de Compostela, “campo da estrela”.

O Caminho de Compostela se criou sob a égide de grandes ordens religiosas como a dos beneditinos, cirtercienses e agostinianos. Todos temiam a implantação do Islã nos feudos espanhóis. Criar uma rota, seguindo a tradição peregrina da época, parecia ser uma boa tática.

A situação geográfica de Compostela, na extremidade da Europa, a inscrevia nas estruturas do sonho e do imaginário. COm seus magálitos mergulhados no oceano, situava-se no finisterra galego, e toda finis terrae – fim da terra – evocava no inconsciente coletivo o fim e o recomeço do mundo, a passagem da matéria e suas formas moventes para o Espírito.

Dali em diante, os viajantes afluíram a Santiago. Reis, nobres, religiosos, alquimistas, artistas, burgueses, artesãos, mendigos, ladrões, pescadores e arrependidos que iam pedir a são Tiago uma grande graça ou perdão por um pecado. Todos portavam o mesmo costume: o chapéu adornado com uma concha, sinal distintivo do peregrino de Santiago.

Os empresários do submundo

No dialeto siciliano, a palavra “máfia” queria dizer belo, audacioso, autoconfiante. A Máfia era uma organização familiar, armada e secreta, surgida na década de 1840. Além da autoproteção e da cobrança de ” taxas de funcionamento” a comerciantes e empresários, os criminosos sicilianos controlavam as plantações de limões e laranjas.

Nas duas primeiras décadas do século XX, além dos limões, a Máfia exportou para a América dezenas de milhares de homens, mulheres e crianças membros das famílias que fundaram a organização. Em 1930, os mafiosos sicilianos dominavam todas as atividades ilícitas em cidades como Nova York, Seattle, Chicago e Filadélfia, em terras do Tio Sam, fundaram a Cosa Nostra.

Um desse jovens e ambiciosos imigrantes era Charles “Lucky” Luciano, anscido na Sicília em 24 de novembro de 1897. Ele organizou a mais violenta gangue de Nova York (The Five Points Gang), especializada em assassinatos por encomenda e cobrança de dívidas. Trabalhava para os capi da família Genovese, uma das cinco maiores da Máfia nos Estados Unidos, mas não recusava pedidos dos demais chefes do crime.

Visionário, Luciano percebeu que a Máfia podia acompanhar o ritmo acelerado de crescimento dos Estados Unidos. Apostou no controle dos sindicatos de trabalhadores, promovendo ou contendo greves, ganhando dinheiro por meio de filiações, fundos de pensão e extorquindo os capitalistas.

No ínicio da década de 1950, os Estados Unidos viviam sua “era de ouro”, e a Máfia se aproveitou da prosperidade generalizada: faturava centenas de milhões de dólares por ano, não pagava impostos e era tolerada pelas autoridades governamentais. Um dos seus colaboradores mais notáveis era Joseph Kennedy, pai do futuro presidente John Fitzgerald Kennedy. Muitos outros políticos, incluindo governadores e senadores, estavam na folha de pagamento da Máfia.

A prosperidade legou a organização criminosa a investir em outroas terras, especialmente no Caribe e na América do Sul. Transformou Cuba na “Disneylândia” do jogo, da prostituição e do tráfico. Colocou dinheiro também nas lavouras de coca na Colômbia e no Peru, inaugurando a etapa dos cartéis da cocaína.

A coisa toda ia muito bem até que Fidel Castro derrubou o governo de Fulgêncio Batista, expropriou todos os cassinos e acabou com os mafiosos em Havana. A organização criminosa teve um prejuízo de US$ 1 bilhão em Cuba e jurou vingança: participou, com a CIA, de oito tentativas de assassinar Fidel.

Com a morte de Luciano a Cosa Nostra colteou a se dividir: os conservadores queriam continuar com a influência política, o jogo, as mulheres e as bebidas; os mais “modernos”, no entanto queriam inaugurar a etapa industrial do tráfico de drogas. E foram eles que ganharam a parada. Nosanos de 1960 e 1970, investiram furiosamente nas drogas, assumindo o controle das rotas da heroína do Extremo Oriente para a Europa e da cocaína da América Latina para os Estados Unidos e o Canadá.

Na América Latina, um homem poderoso era sócio da Máfia na exportação de cocaína. Em 1982, o megatraficante colombiano Pablo Escobar, chefe do cartel de Medellín, que produzia 60% da cocaína consumida no mundo, decidiu que o Brasil, além de corredor de passagem da droga, poderia se tornar um imporatnte mercado consumidor.

Governado por um general decadente, com um regime militar caindo pelas tabelas, reinando a corrupção e a especulação financeira, o Brasil parecia aos olhos de Escobar um território fértil para implantar o tráfico em níveis comerciais. Com a população concentrada em grandes cidades, uma juventude que despertava de duas décadas de tirania, com uma vida noturna agitada, o país reunia algumas das condições para o consumo de drogas em larga escala.

O traficante entrou em contato com o crime organizado local: os “banqueiros do bicho”, que também tinham um comando unificado, por meio do qual controlavam as apostas, o contrabando, a prostituição, as ecolas de samba e as casas noturnas. Como não queriam ser confundidos com traficantes, nossos mafiosos optaram por não se envolver com as drogas.

Das megociações com Pablo Escobar, resultou um acordo por meio do qual um contraventor de segundo escalão, Antônio José Nicolau, o Toninho Turco, fundou uma organização especialmente voltada para o tráfico, uma espécie de interface com o Cartel de Medellín. O problema era onde colocar as drogas? Os melhores locais eram evidentemente as favelas.

Porém essas comunidades pobres, estavam sob o controle de uma organização surgida nos porões da penitenciária da Ilha Grande, nos tempos da convivência de presos políticos com detentos comuns nas cadeias da ditadura militar. O nome do grupo era Comando Vermelho. Fortemente influenciado pela opção revolucionária dos anos 1970, o grupo se dedicava ao roubo armado e ao resgate de companheiros presos.

Aos poucos, em virtude de suas ações espetaculares, a organização sentiu o peso da repressão e perdeu alguns dos seus melhores quadros. Nas cadeias, os líderes do CV foram substituídos por bandidos, assim o caminho estava aberto para o acordo com Escobar.

Toninho Turco formou uma quadrilha de 90 integrantes, dos quais 61 eram policiais e ex-policiais. Chegou a traficar, junto com o CV, entre 8 e 15 toneladas de cocaína por mês, de acordo com os arquivos da Polícia Federal.

A morte de Toninho Turco é o fio da meada que nos leva a Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, que o substituiu nas negociações internacionais do tráfico de drogas.

Desde a criação do CV, após a anistia de 1979 inúmeras organizações do gênero surgiram no país como o PCC (Primeiro Comando da Capital.

As previsões de Pablo Escobar, de que o Brasil poderia se transformar em um enorme mercado consumidor de drogas, se confirmaram. Hoje somos o segundo maior mercado de entorpecentes do mundo ocidental. A Polícia Federal brasileira, entre as dez melhores do mundo, apreende de 8 a 9 toneladas de cocaína por ano, um recorde continental.

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Cruzada rumo ao emagrecimento 1 Semana

Posted by dealalves em agosto 15, 2010

No final de maio (eu acho..), comecei uma cruzada rumo ao emagrecimento, mas assim, não rolou…

Agora a partir de 09/08/2010 peguei firme!

Me matriculei na academia e comecei a fechar a boca!!

Consegui ir na academia somente na terça e quarta-feira (10 e 11/08) da semana passada. Depois desses dias trabalhei muito, sai super tarde do trabalho e não tinha horário nem pique para ir.

Nestes 2 dias fiz 1h na terça que foi alongamento, 30 min de esteira e 30 min de bicicleta. Na quarta fiz 30 min de esteira, 30 min de bibicleta e aula de alongamento 30min também.

A esteira é super de boa pra mim, caminho horas se deixar e em uma velocidade razoável. Agora a bicicleta… cara… os primeiros 10 minutos parece que você vai morrer… dói muito, mas muito mesmooooo!!! Depois os próximos 10 minutos parece que a dor passa e dá um gás que eu aumentei pra caramba a velocidade, ai começa a doer tudo de novo e os últimos 10 minutos foram na velocidade inicial pedindo a Deus para acabar logo.

A aula de alongamento foi punk também!! Aqueles exercicios de conseguir colocar a mão na ponta do pé, não rolaram, consegui ir no máximo até o tornozelo. E eu sentia aquela dor dos musculos, tendões alongando… parecia que ia arrebentar gente, juro por Deus!! Mas foi ótimo porque depois me senti muito melhor!

Parei de tomar aquele café da manhã gorduroso, isto é, pão na chapa com bastante manteiga, pão na chapa com requeijão, omelete, chocolate quente, etc e fiquei só nas bolachinhas de água e sal e no café com leite. Parei de tomar refrigerante. Parei de tomar líquido junto com a comida. Parei de comer aquele prato de pedreiro na hora do almoço, mais salada e menos carne, estou dando preferência para os peixes.

Estou pesando atualmente 63 kg!! Minha  meta é 56 kg, isso significa que preciso perder 7 kg!!

Semana que vem pretendo continuar com o regime e com o condicionamento físico, porém queria começar a fazer as aulas de abdominal, gluteo e alongamento.

Preciso me programar pra isso!!

E vou me pesar na sexta que vem 20/08 para ver se já teve algum resultado!!

Me desejem sorte e força!!

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Como procurar emprego

Posted by dealalves em agosto 15, 2010

Tudo na vida requer planejamento, inclusive e principalmente quando você quer mudar ou está procurando emprego.

Vivenciei essa experiência a alguns meses atrás e consegui extrair algumas lições que vou compartilhar aqui com vocês.

1) Saiba o que você quer

O mais importante é saber o que você quer da sua vida. Isso não é algo fácil… depende da sua necessidade no momento e como aquilo vai te projetar no futuro esperado.

Mas em linhas gerais e salvo o particular de cada um, você pode se fazer as seguintes perguntas: Qual o cargo que eu quero ocupar ? (analista jr, pleno, sr, técnico, supervisor, coordenador, gerente, etc.), Em que segmento? (industria, varejo, informática, etc), Onde? (ABC, Berrini, Paulista, Santo Amaro, etc), Porte da empresa ? (Pequena, Média, Grande), Quanto você quer ganhar? , Quais os benefícios que eu quero/preciso ter? (MBA pago pela empresa, auxilio creche, convenio de ponta, etc).

O que você está fazendo é traçar uma meta, um objetivo a alcançar. Essa meta é a métrica, a linha de corte que você vai utilizar na hora de direcionar os seus esforços, de selecionar o que é bom/vantajoso para você ou não e por fim o que pode aceitar ou não.

No meu caso o perfil que eu tracei foi o seguinte:

Cargo: Analista de Controladoria Jr.

Segmento: Indústria

Porte: Multinacional, Médio ou Grande porte

Onde: ABC ou Grande São Paulo

Salário: No mínimo R$ 3.500

Benefícios: Seguro de Vida, VR, VT, Previdencia Privada, Convenio de Ponta (Sul América/Bradesco/Care Plus, etc.), PLR ou Bonus de no mínimo 3 salários, Auxilio Funeral, etc.

2) Saiba o que o mercado esta oferencendo

Você traçou o seu objetivo, porém você precisa saber se esse objetivo em primeiro lugar existe e se existe qual a quantidade de ofertas de emprego. Porque é fato que se houverem poucas oportunidades iguais ao objetivo que você traçou a concorrência será maior e o contrário também é verdadeiro, se houverem muitas oportunidades menor a concorrência.

No meu caso eu assinei o Catho e fiz uma pesquisa com o cargo desejado, o que me mostrou que em 15 dias (de 01/08/2010 a 15/08/2010) foram anunciadas 24 vagas no perfil que eu tracei acima, ou seja, vagas suficientes para concorrer sem tanto aperto.

Tipo, se você fez a pesquisa e não encontrou nenhuma vaga de acordo com o seu perfil, então é melhor revisa-lo e adapta-lo a realidade das vagas que você encontrou.

3) Saiba o que o mercado exige

Então, dentre as vagas que apareceram para você e se adequaram ao perfil que você traçou, você tem que verificar agora quais são os requisitos que elas exigem, entre as exigências na minha área por exemplo estão: inglês fluente, conhecimento em IFRS e SOX, CRC ativo, etc.

Do outro lado você deve fazer uma auto-analise e verificar se as suas qualificações atendem as exigências das vagas, se atendem pode se candidatar sem medo de ser feliz, você não vai passar vergonha e vai poder concorrer de igual para igual aos outros candidatos, agora se não atendem é o momento de você reavaliar seu perfil ou traçar um plano para chegar no objetivo traçado no princípio.

4) Não tenho as qualificações necessárias para o emprego que desejo, o que eu faço agora?

Se você não quer reavaliar seu objetivo primário e deseja alcança-lo, o que você precisa fazer é traçar uma estratégia em tempo, dinheiro e retorno.

Identifique os pontos que você precisa melhorar ou as qualificações que você adquirir. Pesquise as escolas, os cursos que existem e os que melhor atenderem a sua necessidade.

O que você precisa ter em mente neste momento é o seguinte: você deve conversar com seus amigos, pesquisar muito na internet em foruns, blogs e sites dedicados a auxilio na busca de um novo trabalho, o peso de cada requisito no conjunto do que a vaga pede para empregar o seu dinheiro na busca das qualificações certas/de maior relevancia, porque não adianta você gastar seu dinheiro e tempo em algo que não vai te destacar em relação a outros candidatos.

Outra coisa que você precisa ter em mente é o tempo de duração deste novo curso/experiência o ideal é que dê o retorno o mais rápido possível porém não é sempre assim que acontece certo? Então tanto para você se programar e também para não se frustrar achando que fazendo o curso em 1 semana depois de concluí-lo vai conseguir mudar/conseguir seu novo emprego é ser realista. Além disso,  vale ressaltar que bom senso nunca é demais, por exemplo, um curso de inglês é um investimento a longo prazo, sinceramente, até hoje, que eu conheça, nunca ouvi ninguém me dizer que conseguiu aprender inglês em 1, 2 ou 3 meses, então se o inglês é um requisito fundamental para atingir o seu objetivo, o negócio é ir administrando seu emprego atual e se dedicar o máximo possível no curso até poder procurar algo novamente.

5) Tenho todas as qualificações exigidas, o que faço agora?

Se você tem todas as qualificações exigidas o negócio é correr atrás e se colocar a disposição do mercado.

Primeiro de tudo, o mercado precisa saber que você está procurando uma nova oportunidade, a sua atual empresa talvez não… depende de você, do que você conhece da empresa, da situação, do seu chefe…. enfim, muita coisa, só cada um sabe… eu no meu caso, nunca falei nem acho que ninguém deva falar, porque a empresa pensa nela mesma e no que é melhor para ela, geralmente quem está procurando outra oportunidade é porque não está mais feliz/satisfeito onde está, a produtividade do camarada já deve ter dado uma caída, enfim, na minha opinião o melhor é ficar na sua.

Como o mercado sabe que você está a disposição?

Existem muitos sites de cadastro de currículos (Catho, Vagas, Curriculum, etc) tanto pagos quanto gratuítos, no meu caso o único que funcionou mesmo foi o Catho. O que acontece é o seguinte, as empresas contratantes de verdade (Volks, GM, Unilever, etc.) se utilizam do serviço das empresas de recrutamento e seleção (RHI, Virtus, FitRH, etc) que buscam os currículos nestes sites que mencionei acima.

Outro canal super é o Linkedin, ele é tipo um Orkut ou Facebook mas com foco nos relacionamentos profissionais, o seu profile é preenchido como se fosse o seu currículo, o bom e o complicado do Linkedin é que você adiciona quem você quiser e assim, quanto mais gente você tiver que trabalha com você, melhor, porque as pessoas que trabalham ou já trabalharam com você podem escrever recomendações sobre você no seu profile e isso é excelente pra você. Agora o complicado é que para se colocar a disposição do mercado no Linkedin você precisa ser mais sutil, pelo motivo/situação que escrevi anteriormente de que o mercado precisa saber que você está a disposição e a sua empresa talvez não… então a minha sugestão/dica é seja sutil, se você adicionar um headhunter ou uma pessoa que trabalha no RH da empresa que você quer trabalhar entre em contato com ela por e-mail diretamente informando que está aberto a novos desafios, etc.

Além disso você pode contar com o seu próprio network, seus amigos, parentes, colegas de sala, porque o QI (quem indica) ainda continua vivo, firme e forte em qualquer empresa!!

6) Entrevista

Entrevista é uam coisa que não tem como a gente explicar sabe… as vezes por mais que você se prepara sempre dá alguma bola fora, os entrevistadores as vezes deixam você a vontade demais, a vontade de menos, provocam, intimidam, dão risada das coisas que você fala, bocejam, enfim… é uma loteria!!

Mas tem algumas dicas que ajudam.

Como: nunca falar mal da empresa que você está atualmente ou das que você já trabalhou, expressar claramente os seus conhecimentos e atividades desenvolvidas, lembre-se focando sempre no que está em alta no mercado, focando em coisas que são um diferencial em você, se você tiver resultados financeiros referente a algum projeto desenvolvido, etc também pode ser mencionado, não demonstre que você está desesperado por um novo emprego, também não demonstre que você não está nem ai para a oportunidade, tem que ter uma postura assim “estou a disposição mas não estou desesperado, se rolar legal, mas se não rolar, legal também, a vida continua”.

FALE A VERDADE SEMPRE! O mercado é um meio onde todo mundo se conhece, se você mentir existe uma grande probabilidade de você ser pego, e se queimar no mercado as vezes não tem volta!!

Demonstre responsabilidade, compromentimento e simpatia com os entrevistadores.

 

Em resumo, por mais dicas que a gente dê, tem uma coisa na vida que é aquela célebre frase: ” a pessoa certa, no lugar certo, na hora certa”, você pode estar fazendo tudo certo, leu, se planejou, se preparou, tem um bom CV, tem as qualificações e qualidades necessárias mas não está rolando… isso aconteceu comigo, eu fiz umas 25 entrevistas (sem brincadeira!!) e as empresas que eu queria passar eu não passava e as que eu não queria passar eu passava, cheguei a pensar que toda essa barreira era um aviso de Deus para eu não prosseguir adiante, cheguei a pensar que eu não valia nada como profissional, mas eu fui perseverante até o fim e eu só sai do lugar onde estava para o emprego que eu realmente queria, com cargo, salários, benefícios e atividades que eu realmente queria, graças a Deus em primeiro lugar mas em segundo a um bom planejamento e perseverança, para vocês terem uma idéia eu comecei a procurar emprego em setembro 2009 e só rolou a oportunidade em fevereiro de 2010, isso significa 6 meses de ralação!!

Mas valeu a pena, porque em tudo na vida o que importa é ser feliz, e felicidade para cada pessoa significa uma coisa.

Para mim ser feliz no trabalho é desenvolver um trabalho que tenha a ver com você, que tenha relevância na empresa, que agregue conhecimento, que te estimule a estudar, a ser melhor profissional, a buscar novos conhecimentos, que você trabalhe em um meio em que você possa contribuir com o time e o serviço flua de uma forma natural sem forçar a barra, que te dê visibilidade, que te projete um futuro melhor.

Fui em busca disso que eu corri atrás, na minha opinião você é o que você faz e demonstra em todas as áreas da sua vida, se você se conforma com um serviço mediocre, mesmo que você não seja uma pessoa/profissional medíocre aquilo vai tomar conta de você e no fim de 3, 5 ou 10 anos, sei lá, você vai ser a imagem do que você faz.

A busca por desafios, conquista dos objetivos é o que nos faz acordar todos os dias e seguir adiante!! Corra atrás do seus objetivos!! Seja feliz!!

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Resenha Revista Vc Sa Maio 2010

Posted by dealalves em agosto 8, 2010

Rrsrsrsrs Graças a Deus estou conseguindo colocar as leituras em dia e estou muito feliz por isso. Claro tudo tem um preço, vários passeios adiados porém dever cumprido, porque não existe nada pior do que você comprar as revistas e o tempo começar a passar e elas ficarem ali paradas… e você perder a oportunidade de aprender mais e se atualizar com o que esta acontecendo no mundo.

A última revista lida foi a Você S/A de Maio 2010, que também não demorei muito para ler, ao todo foram 3 dias.

Desta vez não houveram tantas matérias com as quais me identifiquei, mas normal. Afinal de contas mesmo que não existam matérias que não venham 100% de encontro a sua realidade, sempre identificamos algo que serve a um amigo ou familiar.

Google

Da receita total da empresa em 2009, 47% veio dos Estados Unidos, 13% da Inglaterra e os 40% restantes vieram dos outros 38 países em que o Google opera.

No mundo o Google emprega 20.000 pessoas. Aqui, a companhia montou em cinco anos uma operação de pouco mais de 200 funcionários.

Os analistas de mercado de tecnologia estimam que, no ano passado, o gigante de buscas tenha faturado no Brasil cerca de 700 milhões.

O processo de seleção na empresa leva cerca de dois a oito meses para ser concluído.

Um dado interessante sobre o uso da internet do Brasil é que um terço do tempo que os brasileiros gastam na internet é despendido navegando em uma das ferramentas do Google – no site de buscas, no YouTube, nos mapas ou no Orkut.

O Google é uma plataforma de tecnologia que por acaso, neste momento, explora um modelo de negócio que é o advertising (publicidade). Esta organizado em três grandes áreas: engenharia, produtos e vendas e desenvolvimento de novos negócios.

Para trabalhar no Google a pesse deve se adaptar ao dinamismo e a um ambiente de trabalho desestruturado e de poucos processos.

As métricas da empresa são: quantas buscas estão sendo feitas, quantos vídeos estão sendo feitos e assistidos, quantos cliques estão sendo dados num determinado formato de publicidade que o anunciante utilizou. Se não tem um clique para o Google não serve.

Eles procuram encontrar uma qualidade nos candidatos que se entitula de googleness, isto é, uma qualidade pessoal de querer mudar o mundo. Não querem somente pessoas com histórico acadêmico impecável. Existem outras características cobiçadas como flexibilidade, resiliência, poder de persuasão e iniciativa.

Uma das fontes de contratação são as indicação dos próprios funcionários, os googlers, além das indicações existe o canal de empregos do Google na internet (www.google.com/jobs).

Independente da área de formação do candidato e do cargo pretendido, a fluência em inglês é obrigatória. Se o candidato não for capaz de se expressar claramente, a ponto de segurar uma reunião de trabalho, ele será sumariamente eliminado do processo.

O processo de seleção do Google tem 6 etapas:

1) Análise do currículo: avalia-se que escola o candidato fez, que cursos ele realizou e a quais atividades extracurriculares se dedicou. O Google valoriza muito as atividades extracurriculares.

2) Entrevista telefônica: analisa-se a experiência profissinal, características de liderança, habilidades cognitivas e aderência a cultura.

3) Entrevistas ao vivo: utiliza-se o método de case. É proposto ao candidato um problema e espera-se que ele apresente uma solução. É considerada a capacidade de propor soluções criativas, raciocínio lógico e habilidade de se comunicar bem.

4) Comitê de Admissão: avalia-se a comunicação e o grau de persuasão.

5) Comitê Américas: mesma etapa anterior porém a nívem LatAm.

6) Comitê Global: avalia-se o potencial de desempenho futuro em diversas áreas da organização e aderência aos valores e à cultura da empresa.

No que diz respeito a remuneração, o Google pratica a média do mercado de tecnologia, que, por ser um mercado muito competitivo, costuma pagar bem.

Emprego no Nordeste

Há um verdadeiro boom em andamento no mercado de trabalho  do Nordeste, resultado do investimento de empresas locais, nacionais e multinacionais que apostam no aumento gradual do poder de consumo dos 53,5 milhões de habitantes – o que corresponde a 28% da população brasileira. O rendimento médio dos nordestinos ainda está bem abaixo do padrão brasileiro, 491 reais por mês para pessoas acima de 25 anos de idade, ante a média nacional, de 745 reais. Ainda assim, o Nordeste obteve o maior avanço na participação do Produto Interno Bruto (soma de todas as riquezas geradas pelo país) ao longo da última década, saltando de 12% para 13,1%.

Para quem está disposto a mudança é preciso atentar para a cultura local, a forma dos nordestinos fazerem negócios. Existe a necessidade da construção de um relacionamento que vá além do contato profissional.

Varejo

A baiana Insinuante acaba de se fundir com a mineira Ricardo Eletro para formar a Máquina de Vendas, segunda maior rede varejista de eletroeletrônicos do país, com presença em 17 unidades da deferação.

Vagas que vem da cana

Estima-se que sairão das usinas este ano 20,1 bilhões de litros de etanol hidratado – 2,64 bilhões a mais que o registrado na safra anterior. Esse volume vai abastecer os veículos flex, cuja produção é crescente. Um estudo da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores mostra que no primeiro trimestre de 2011 a frota de carros bicombustível deve chegar a 50% do total de veículos em circulação no país, ante os 41% atuais. Com a relação ao mercado internacional, a expectativa para as exportações para o biênio é de 1,8 bilhão de litros.

Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostra que a cana é a matéria-prima que mais gera empregos na agricultura brasileira: cerca de 1,2 milhão de vagas.

Informação na ponta do dedo

Segundo registro feito pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em abril de 2010, havia 179 milhões de celulares em uso no país. Destes, 9 milhões são aparelhos 3G.

Hoje, há mais de 280 empresas de APPs, espalhadas principalmente pelo Rio de Janeiro, São Paulo, interior paulista, Manaus e Recife. Estima-se que, juntas, essas companhias abrirão 500 vagas somente esse ano.

Faça o bem para sua carreira

O trabalho voluntário é cada vez mais procurado por profissionais que buscam significado no que fazem.

O mais importante da experiência é perceber o quanto ela modifica a visão de mundo do voluntário. A pessoa começa a dar mais valor à sua vida e passa a considerar pequenos seus problemas no trabalho.

Como experiência pessoal, poucas atividades são tão enriquecedoras como o trabalho voluntário, mesmo que você não receba dinheiro nenhum para fazê-lo.

O envolvimento de uma corporação numa ação de cidadania tem, evidentemente, um componente marqueteiro. Mas, em muitos casos, existe um interesse legítimo em ajudar e retribuir à sociedade da qual a empresa tira seu sustento.

A ação social é uma oportunidade de desenvolver competências para sua carreira profissional – ou ao menos aprimorar habilidades que você já possui.

Colunas

Luiz Carlos Cabrera – Errou? Que bom. Corrija.

Um erro deve ser corrigido, e não punido. O medo de errar é um verdadeiro vaporizador paralisante para a profissionais em qualquer momento da carreira. O dever da perfeição, que não deixa de ser uma herança totalitária e positivista, é o maior empecilho à criatividade e à inovação.

O erro é para ser discutido, analisado e, ai sim, corrigido. O processo de correção tem de ser um momento de crescimento, de transparência, de abertura. Nunca de crucificação. Pior do que constatar o erro é não aproveitar o momento de aprender.

O ser humano é imperfeito e por isso maravilhosamente humano. Errou? Apague e faça de novo.

A Você SA é uma revista excelente, nos mantém em contato com as mudanças nos seguimentos de mercado, trás estatísticas, novidades e o principal dicas, opções, casos reais que nos auxiliam a planejar e agir para atingir nossos objetivos e realizar os nossos sonhos.

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