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Resenha Revista HIstória Viva Agosto 2010

Posted by dealalves em agosto 29, 2010

A revista História Viva é uma revista que aborda detalhadamente assuntos tanto da história do Brasil quanto do mundo.

Eu particularmente sempre amei história desde a época do ginásio, era algo que eu nem precisava estudar para ser aprovada. E esse gosto se repetiu na questão de filmes pois eu adoro um filme de época.

Eu acredito que a história nos ensina a compreender melhor o presente, a entender a conjuntura atual de mundo e para onde ela caminha, as motivações dos países, porque e com quem eles se aliam, além de conhecer melhor nossas próprias origens e a origem das coisas, os símbolos e seus significados, enfim, é um assunto muito rico.

Segue abaixo resumo das matérias que mais me interessaram:

Entrevista com Nicolau Sevcenko

Nicolau Sevcenki é o autor do livro A revolta da vacina. A obra trata de um levante que paralisou o Rio de Janeiro por uma semana entre 9 e 15 de novembro de 1904 e foi visto pelas autoridades da época como uma reação irracional à campanha de vacinação contra a varíola promovida pelo governo federal.

Longe de ser um ato de insanidade, a insurreição era um grito desesperado da população contra as reformas autoritárias que pretendiam remover os pobres do Rio de Janeiro para remodelar a cidade de acordo com os interesses do novo modelo urbanístico do capitalismo internacional.

A Revolta da Vacina não foi nem de longe tão brutal quanto a repressão que veio depois do fim do movimento. A polícia passou a percorrer as ruas prendendo todas as pessoas que não tivessem endereço fixo ou vínculo empregatício permanente – isso em uma cidade tomada por uma grave crise de habitação e desemprego. Os detidos eram, então, simplesmente jogados dentro de navios e lançados nas profundezas da Amazônia, sem qualquer orientação e sem as mínimas condições de sobrevivência. Tratava-se, portanto, de tirar essa população da cena histórica e jogá-la o mais longe possível, para que desaparecesse.

Como se sabe atualmente, o embrião do processo de formação das favelas foi o problema social anterior, a revolta de Canudos. Quando retornaram ao Rio de Janeiro, os soldados recrutados para lutar na Bahia ficaram um longo tempo esperando por lagum tipo de indenização ou realocação, que acabou nunca vindo. Enquanto aguardavam, eles se instalaram na região do morro da Previdência e batizaram o local de “morro da Favela”, pela semelhança do local com o entorno de Canudos. Daí vem o nome. A reforma urbana do Rio de Janeiro intensificou o processo de favelização ao provocar a expulsão e massa da população pobre da cidade, que se concentrava na região central, próxima ao porto, sem oferecer qualquer tipo de indenização. A alternativa que sobrou para essas pessoas foi se instalar, de forma precária, nas áreas mais íngremes, terras devolutas que não podiam ser usadas pelo mercado imobiliário. A população foi se estabelecendo em péssimas condições, sem a menor infraestrutura, utilizando a matéria-prima que carava nas ruas, ao redor do porto.

São Paulo, de certa maneira,  é diferente de todo o restante do Brasil porque, em vez de criar focos de pobreza ao lado de áreas ricas, a elite paulistana expulsou seus miseráveis para a periferia. Isso criou uma falsa ilusão de uma cidade próspera nas áreas centrais. Enquanto o padrão no Brasil é esse convívio de riqueza e da miséria, em São Paulo conseguiu-se criar uma área privilegiada no núcleo central e empurrar as pessoas pobres para a periferia. Dessa forma, é possível para alguém ter a enganosa percepção de uma cidade relativamente homogênea, o que está longe de ser realidade: é uma metrópole tçai desigual, tão excludente, tão agressivamente injusta como qualquer outra cidade brasileira.

A idéia de abrir a área central da capital carioca era, em grande parte, para dar essa respiração mais confortável para o governo, que vivia acossado pela população mais pobre, e em um estado de motim potencial. A reforma urbana e a repressão à revolta da Vacina de fato tiraram essa pressão populacional, o governo ficou mais isolado, com pefeito controle do Rio de Janeiro. A decisão posterior de mudar a capital para Brasília visava isolar completamente a elite política de qualquer contato com a sociedade viva do país.

Biografia de Leon Trotsky

Leon Trotsky entrou para a história não somente por ter sido um dos principais dirigentes da Revolução Russa de 1917, mas também por ter lutado contra a burocratização que levou à formação, na década de 1930, do regime personalista e repressivo da União Soviética de Stalin, responsável por milhões de mortes.

Trotsky comparou os três principais processos revolucionários da era contemporânea ( a Revolução Francesa de 1789, as revoluções européias de 1848 e o levante na Rússia de 1905: “O gigantesco esforço que necessita a sociedade burguesa para certas as contas radicalmente com os senhores do passado só pode ser conseguido com a poderosa unidade da nação inteira, sublevada contra o depotismo feudal, ou com uma evolução acelerada da luta de classes dentro da nação que se emancipa.” Para a Rússia de inícios do século X com um capitalismo desenvolvido no interior do Antigo Regime, só restava a última possibilidade.

Na Guera Civel que se seguiu, 500 mul soldados “brancos” – remanescente do antigo exército czarista comandados por oficiais reacionários ou por aventureiros movidos por ambições e corrupção – enfrentaram o Exército Vermelho. Este, criado por decreto em 15 de janeiro de 1918 e chefiado por Trotsky, então Comissário de Guerra, era composto por 5 milhões de soldados, mal armados, mal abastecidos e mal dirigidos militarmente, mas com moral superior e com liderança política. Este foi o fator decisivo da vitória vermelha: a masas camponesa escolheu os bolcheviques porque deles esperavam a terra; um sucesso “branco” levaria ao retorno dos antigos proprierários.

Na combalida Rússia soviética, saída de sete anos de guerra mundial e guerra civil, Lenin diagnosticou o fenômeno burocrático e se insurgiu contra ele, defendendo a renovação periódica dos dirigentes, a volta ao campo ou às fábricas e a substituição da nomeação pela eleição.

Nos anos seguinte a morte de Lenin, Trotsky, seus colaboradores e seus partidários mantinham viva a bandeira do bolchevismo. A essência do “trotskismo” consistia na defesa das ideias de Marx e de Lenin, na luta pela democracia operária e no compromisso resoluto com a causa da classe trabalhadora internacional.

Nas condições criadas pela crise econômica mundial de 1929, que definiram um novo papel para o Estado na defesa da estabilidade da ordem capitalista, o nazismo adquiriu características peculiares, e Trotsky as analisou de modo pioneiro. Para ele, o Estado burguês agia para a manutenção artificial da pequena burguesia, que ruía em velocidade acelerada. Diante da incapacidade do proletariado de derrubar a ordem social vigente, foi o capital financeiro que, no intuito de preservar sua dominação, encontrou espaço para recrutar a decadente pequena burguesia para as fileiras do facismo.

Ameaçado por todos os lados, o revolucionário russo foi finalmente assassinado no México em 1940 a mando de Stalin. O atentado não foi uma vingança pessoal, nem um “ajuste de contas” entre facções “comunistas”, mas um fato político de primeira grandeza. A burocracia da URSS atuou em prol da ordem burguesa mundial, depois que esta aprovou o terror stalinista.

Dossiê Babilônia

Transformada pelo famoso rei Hamurábi no centro de um império no século XVIII a.C, tornou-se um dos polos comerciais e políticos do Oriente Médio. Após uma série de altos e baixos, viveu o auge de seu poder durante o reinado de Nabucodonosor II, no século VI a.C, quando voltou a controlar a antiga Mesopotâmia. Essa idade de outro, porém,  durou pouco. Conquistada em 539 a.C pelo rei Ciro da Pérsia, a Babilônia desapareceria, a partir do século IV a.C sob as areias do que hoje é o Iraque.

Na verdade a Babilônia nunca foi completamente esquecida. Já no século XII d. C, um rabino espanhol chamado Benjamin de Tudela dizia ter identificado a cidadela de Nínive e acreditava ter reconhecido a mítica Torre de Babel.

A situação mudaria radicalmente em 1798, com a chegada de Napoleão Bonaparte ao Egito. Ao verem sua principal rota de acesso terrestre ao Oriente bloqueada pelos franceses, os ingleses foram obrigados a buscar outra forma de contornar o continente africano por terra para chegar às suas possesões na Índia.

O ínicio do século XX assistiu à chegada dos alemães e americanos ao palco da arqueologia oriental. Ao longo dos 80 anos seguintes, os alemães escavaram o sítio da Babilônia, até que Saddam Hussein deu início ao projeto de reconstrução da antiga cidade de Nabucodonosor. A partir de então, vestígios milenares foram deliberadamente adulterados para exaltar a figura de Hussein. Com a invasão americana em 2003 a situação só piorou, já que os oficiais das Forças Armadas dos Estados Unidos foram acusados de montar acampamentos sobre sítios arqueológicos, danificando permanentemente boa parte do patrimônio histórico iraquiano.

O falecido Saddam Hussein esforçou-se para gravar seu nome nas próprias muralhar da Babilônia. A exemplo do curso Saladino, o líder iraquiano de Tikrit reinvindicava o estatuto de herdeiro em linha direta de Nabucodonosor II soberano que conquistou Jerusalém no século VI a.C.

No século VI a.C, o viajante que visitava o sul da Mesopotâmia se surpreendia com uma impressionante metrópole às margens do rio Eufrates. Suas fortificações e santuários podiam ser avistados de longe, e em seu porto se cruzavam as principais rotas comerciais. Era a Babilônia.

Viviam-se os dias de glória do rei Nabucodonosor II, quando a cidade era o centro de um vasto império e maravilhava os homens da época. O profeta Isaías a descreve na Bíblia como “o ornamento dos reinos, a altiva joia dos caldeus (dinastia então no poder).”

Sua história começa no ínicio do sefundo milênio antes de nossa era, quando um povo de origem semita, os amoritas, se estabeleceu no delta do rio Eufrates e fundou uma cidade-estado. O núcleo original de povoamento se expandiu rapidamente, e, no século XVII a.C, esse centro urbano já rivalizava com importantes cidades vizinhas.

Foi nessa época que o rei Hamurábi assumiu o trono, criou o primeiro código de leis da humanidade e organizou um Estado não mais baseado nos laços familiares, mas assentado em um direito universal ao qual toda a população estava submetida. O Código de Hamurábi foi o primeiro passo para que a Babilônia deixasse de ser apenas uma cidade e se tornasse um império.

Por mais de dois séculos, esse reino dominou a Mesopotâmia, até que em 1595 a.C a capital foi saqueada pelos hititas. Debilitada, a cidade foi conquistada por um povo vindo das montanhas do atual Irã, os cassitas, que fundaram uma nova linhagem real.

No final dessa dinastia, no século XII a.C, a cidade já contava com dez bairros residenciais, 43 templos e oito portas espalhadas pelas fortificações que protegiam o centro urbano.

No entanto, na década de 1150 a.C, o último rei cassita foi deposto por invasores elamitas vindos do sul do atual Irã. A Babilônia entrou, então, em decadência e acabou dominada pelo Novo Império Assírio, que emergiu como a potência regional na Mesopotâmia no século X a.C. A antiga capital de Hamurábi só reconquistaria a independência em 612 a.C, quando Nabopolassar, fundador da dinastia dos caldeus, assumiu o controle da capital assíria. Em 605 a.C, seu filho, Nabucodonosor II, o sucedeu no trono e fez da Babilônia novamente o centro de um grande império.

Foi durante seu reinado, de 605 a.C a 562 a.C, que a Babilônia atingiu o apogeu. Nesse período, o soberano promoveu grandes reformas, embelezando sua capital com palácios, templos e jardins, mas sem modificar o desenho urbano aprovado pelo deus Marduk.

A cidade formava então um retângulo de aproximadamente 1,5 km por 2,4 km. O palácio de Nabucodonosor II media cerca de 325 por 220 metros, e o complexo de tempos era ainda mais gigantesco. Porém o mais esplêndido era sem dúvida a Via Processional, a passarela era ladeada por muros cobertos de tijolos vitrificados amarelos dispostos sobre o azul profundo do lápis-lazúli e decorados com imagens de leões e dragões.

Graças à construção de uma importante rede de canais de irrigação, uma agricultura rica e variada desenvolveu-se no centro urbano e nos arredores. Graças ao intercâmbio de bens e de pessoas, a Babilônia tornou-se uma cidade cosmopolita, situação fielmente descrita pela confusão de línguas presentes no relato bíblico da torre de Babel. Ali se misturavam mercadores, mercenários e administradores, mas também escravos e deportados, como os judeos, levaos à força para a cidade após a conquista de Jerusalém em 586 a.C.

Além da prosperidade econômica, a Babilônia foi um importante centro cultural. As elites locais desenvolveram uma ciência sofisticada, que se destacou particularmente nos campos da astronomia e da medicina. Mesmo sem dispor de instrumentos de medida ou de cálculo, e muito menos de telescópios, os sábios locais representaram os movimentos das estrelas e dos planetas em mapas celestes, feitos a partir da observação dos atros a olho nu.

Mesmo depois de conquistada pelo rei Ciro II da Pérsia, em 539 a.C, a cidade manteve sua posição de centro cultural e político de primeira grandeza até o século IV a.C, quando perdeu o status de metrópole regional e entrou em lenta decadência. Com o tempo, a cidade se esvaziou, e do antigo esplendor da Babilônia só restara as ruínas que hoje repousam às margens do rio Eufrates.

Nabucodonosor II nasceu em 634 a.C, em uma Babilônia dominada pelo Império Assírio. A situação, no entanto, estava prestes a mudar. Ainda criança, ele viu seu pai, Nabopolassar, se autoproclamar rei em 625 a.C e liderar a revolta que libertou a cidade 13 anos depois.

No mesmo ano em que assumiu o poder, Nabucodonosor II derrotou o exército do faraó Neco II estendendo os domínios do novo império até o mar Mediterrâneo e acabando com os planos dos egípcios de se apoderar dos antigos domínios assírios. Após essa vitória, avançou sobre as cidades da Síria e da Palestina, então sob a esfera de influência do Egito.

Entre seus alvos estava Jerusalém, capital do reino de Judá e importante centro político regional. Nabucodonosor II lançou o primeiro ataque contra a cidade em 597 a.C, mas só a conquistou definitivamente dez anos depois, quando mandou destruí-la e deportou a maior parte de seus habitantes para a Babilônia. Com isso, a antiga capital de Hamurábi voltou a ser o centro de um grande império, que se estendia por todo o oriente médio.

Durante os 43 anos que esteve no poder, Nabucodonosor II construiu templos e palácios, restaurou antigas casas reais na capital e ainda revitalizou diversas cidades no sul do império.

A residência real media 322 metros de comprimento por 190 metros de largura e ficava ao lado da muralha norte, estendendo-se entre a Via Processional e uma fortificação às margens do Eufrates (cujos muros tinham 25 metros de espessura).

Outra construção impressionante era o sistema de muralhas que protegia a capital, formado por duas fileiras de fortificações, uma externa e outra interna. O muro  exterior, mais imponente, dava ao visitante a impressão de uma cidade inexpugnável. Com mais de 11 km de comprimento corria ao longo da margem direira do Eufrates e cervava o centro da cidade, indo até o Palácio de Verão de Nabucodonosor II, localizado ao norte do núcleo urbano.

Esse complexo defensivo era formado por três muralhas de 30 metros de largura. o topo formava uma avenida larga o suficiente para permitir a circulação de três carros ao mesmo tempo, o que possibilitava o abastecimento rápido de qualquer ponto da cidade. na fachada, 200 torres de guarda foram erguidas a intervalos de 44 metros.

Pequenas torres se espalhavam também pela fortificação interna, que se estendia por mais de 6 km e era formada por dois muros construídos com tijolos de barro cru. Um largo fosso, com cerca de 50 metros, completava o sistema defensivo. A água do Eufrates era desviada para abastecê-lo.

Morto em 562 a.C, Nabucodonosor II deixou uma Babilônia no auge de seu poder, mas não teve sucessores à altura. Seus filhos se envolveram em uma série de disputas, inaugurando um período de crise que só terminaria com a conquista da cidade pelo rei Ciro II da Pérsia, em 539 a.C. Era o fim do último império babilônico.

Caminho de Santiago de Compostela

O apóstolo de Jesus conhecido como são Tiago era irmão de João Evangelista, foi testemunha da transfiguração e seria decapitado entre 42 e 44, reinado de Herodes Agripa. Desses fatos se originaria a lenda católica de são Tiago.

Após a morte de Cristo, contava-se, que Tiago partiu para o mar. Desembarcou no pequeno porto espanhol de Ira Flavia, depois Padrón. Lá viveu algum tempo antes de retornar à Judéia e ser martirizado. Um drama para seus discípulos. Dois deles, Teodoro e Atanásio, transportaram seu corpo mutilado para em um veleiro sem leme. Entregando-se a clemência divina e aos ventos do mar alto, chegaram a Ibéria e, por acaso, a Ira Flavia, onde seu mestre outrora aportara. Eles o sepultaram a algumas léguas do litoral.

Falecidos, foram enterrados perto do apóstolo. Depois, sucederam-se os anos. Veio o esquecimento. Já não havia quem soubesse onde Tiago repousava. Até porque o povo tinha outras preocupações, já que seu país fora invadido pelos suevos, vândalos e muçulmanos.

No início do século IX, um eremita da região de Ira Flavia viu uma estrela desconhecida cintilar a noite toda acima de um campo. Ele avisou Teodomiro, seu bispo. Este mandou cavar o solo. Diante dele apareceu a sepultura perdida de são Tiago.

O rei Afonso foi reverenciar os despojos. mandou construir uma capela sobre a tumba. A multidão acorreu. Em breve, produziram-se milagres: os cegos enxergavam, os surdos ouviam, os paralíticos andavam. Maravilhados por tais prodígios, pastores e pescadores da Galícia batizaram o lugar de Compostela, “campo da estrela”.

O Caminho de Compostela se criou sob a égide de grandes ordens religiosas como a dos beneditinos, cirtercienses e agostinianos. Todos temiam a implantação do Islã nos feudos espanhóis. Criar uma rota, seguindo a tradição peregrina da época, parecia ser uma boa tática.

A situação geográfica de Compostela, na extremidade da Europa, a inscrevia nas estruturas do sonho e do imaginário. COm seus magálitos mergulhados no oceano, situava-se no finisterra galego, e toda finis terrae – fim da terra – evocava no inconsciente coletivo o fim e o recomeço do mundo, a passagem da matéria e suas formas moventes para o Espírito.

Dali em diante, os viajantes afluíram a Santiago. Reis, nobres, religiosos, alquimistas, artistas, burgueses, artesãos, mendigos, ladrões, pescadores e arrependidos que iam pedir a são Tiago uma grande graça ou perdão por um pecado. Todos portavam o mesmo costume: o chapéu adornado com uma concha, sinal distintivo do peregrino de Santiago.

Os empresários do submundo

No dialeto siciliano, a palavra “máfia” queria dizer belo, audacioso, autoconfiante. A Máfia era uma organização familiar, armada e secreta, surgida na década de 1840. Além da autoproteção e da cobrança de ” taxas de funcionamento” a comerciantes e empresários, os criminosos sicilianos controlavam as plantações de limões e laranjas.

Nas duas primeiras décadas do século XX, além dos limões, a Máfia exportou para a América dezenas de milhares de homens, mulheres e crianças membros das famílias que fundaram a organização. Em 1930, os mafiosos sicilianos dominavam todas as atividades ilícitas em cidades como Nova York, Seattle, Chicago e Filadélfia, em terras do Tio Sam, fundaram a Cosa Nostra.

Um desse jovens e ambiciosos imigrantes era Charles “Lucky” Luciano, anscido na Sicília em 24 de novembro de 1897. Ele organizou a mais violenta gangue de Nova York (The Five Points Gang), especializada em assassinatos por encomenda e cobrança de dívidas. Trabalhava para os capi da família Genovese, uma das cinco maiores da Máfia nos Estados Unidos, mas não recusava pedidos dos demais chefes do crime.

Visionário, Luciano percebeu que a Máfia podia acompanhar o ritmo acelerado de crescimento dos Estados Unidos. Apostou no controle dos sindicatos de trabalhadores, promovendo ou contendo greves, ganhando dinheiro por meio de filiações, fundos de pensão e extorquindo os capitalistas.

No ínicio da década de 1950, os Estados Unidos viviam sua “era de ouro”, e a Máfia se aproveitou da prosperidade generalizada: faturava centenas de milhões de dólares por ano, não pagava impostos e era tolerada pelas autoridades governamentais. Um dos seus colaboradores mais notáveis era Joseph Kennedy, pai do futuro presidente John Fitzgerald Kennedy. Muitos outros políticos, incluindo governadores e senadores, estavam na folha de pagamento da Máfia.

A prosperidade legou a organização criminosa a investir em outroas terras, especialmente no Caribe e na América do Sul. Transformou Cuba na “Disneylândia” do jogo, da prostituição e do tráfico. Colocou dinheiro também nas lavouras de coca na Colômbia e no Peru, inaugurando a etapa dos cartéis da cocaína.

A coisa toda ia muito bem até que Fidel Castro derrubou o governo de Fulgêncio Batista, expropriou todos os cassinos e acabou com os mafiosos em Havana. A organização criminosa teve um prejuízo de US$ 1 bilhão em Cuba e jurou vingança: participou, com a CIA, de oito tentativas de assassinar Fidel.

Com a morte de Luciano a Cosa Nostra colteou a se dividir: os conservadores queriam continuar com a influência política, o jogo, as mulheres e as bebidas; os mais “modernos”, no entanto queriam inaugurar a etapa industrial do tráfico de drogas. E foram eles que ganharam a parada. Nosanos de 1960 e 1970, investiram furiosamente nas drogas, assumindo o controle das rotas da heroína do Extremo Oriente para a Europa e da cocaína da América Latina para os Estados Unidos e o Canadá.

Na América Latina, um homem poderoso era sócio da Máfia na exportação de cocaína. Em 1982, o megatraficante colombiano Pablo Escobar, chefe do cartel de Medellín, que produzia 60% da cocaína consumida no mundo, decidiu que o Brasil, além de corredor de passagem da droga, poderia se tornar um imporatnte mercado consumidor.

Governado por um general decadente, com um regime militar caindo pelas tabelas, reinando a corrupção e a especulação financeira, o Brasil parecia aos olhos de Escobar um território fértil para implantar o tráfico em níveis comerciais. Com a população concentrada em grandes cidades, uma juventude que despertava de duas décadas de tirania, com uma vida noturna agitada, o país reunia algumas das condições para o consumo de drogas em larga escala.

O traficante entrou em contato com o crime organizado local: os “banqueiros do bicho”, que também tinham um comando unificado, por meio do qual controlavam as apostas, o contrabando, a prostituição, as ecolas de samba e as casas noturnas. Como não queriam ser confundidos com traficantes, nossos mafiosos optaram por não se envolver com as drogas.

Das megociações com Pablo Escobar, resultou um acordo por meio do qual um contraventor de segundo escalão, Antônio José Nicolau, o Toninho Turco, fundou uma organização especialmente voltada para o tráfico, uma espécie de interface com o Cartel de Medellín. O problema era onde colocar as drogas? Os melhores locais eram evidentemente as favelas.

Porém essas comunidades pobres, estavam sob o controle de uma organização surgida nos porões da penitenciária da Ilha Grande, nos tempos da convivência de presos políticos com detentos comuns nas cadeias da ditadura militar. O nome do grupo era Comando Vermelho. Fortemente influenciado pela opção revolucionária dos anos 1970, o grupo se dedicava ao roubo armado e ao resgate de companheiros presos.

Aos poucos, em virtude de suas ações espetaculares, a organização sentiu o peso da repressão e perdeu alguns dos seus melhores quadros. Nas cadeias, os líderes do CV foram substituídos por bandidos, assim o caminho estava aberto para o acordo com Escobar.

Toninho Turco formou uma quadrilha de 90 integrantes, dos quais 61 eram policiais e ex-policiais. Chegou a traficar, junto com o CV, entre 8 e 15 toneladas de cocaína por mês, de acordo com os arquivos da Polícia Federal.

A morte de Toninho Turco é o fio da meada que nos leva a Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, que o substituiu nas negociações internacionais do tráfico de drogas.

Desde a criação do CV, após a anistia de 1979 inúmeras organizações do gênero surgiram no país como o PCC (Primeiro Comando da Capital.

As previsões de Pablo Escobar, de que o Brasil poderia se transformar em um enorme mercado consumidor de drogas, se confirmaram. Hoje somos o segundo maior mercado de entorpecentes do mundo ocidental. A Polícia Federal brasileira, entre as dez melhores do mundo, apreende de 8 a 9 toneladas de cocaína por ano, um recorde continental.

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Resenha Revista Vc Sa Maio 2010

Posted by dealalves em agosto 8, 2010

Rrsrsrsrs Graças a Deus estou conseguindo colocar as leituras em dia e estou muito feliz por isso. Claro tudo tem um preço, vários passeios adiados porém dever cumprido, porque não existe nada pior do que você comprar as revistas e o tempo começar a passar e elas ficarem ali paradas… e você perder a oportunidade de aprender mais e se atualizar com o que esta acontecendo no mundo.

A última revista lida foi a Você S/A de Maio 2010, que também não demorei muito para ler, ao todo foram 3 dias.

Desta vez não houveram tantas matérias com as quais me identifiquei, mas normal. Afinal de contas mesmo que não existam matérias que não venham 100% de encontro a sua realidade, sempre identificamos algo que serve a um amigo ou familiar.

Google

Da receita total da empresa em 2009, 47% veio dos Estados Unidos, 13% da Inglaterra e os 40% restantes vieram dos outros 38 países em que o Google opera.

No mundo o Google emprega 20.000 pessoas. Aqui, a companhia montou em cinco anos uma operação de pouco mais de 200 funcionários.

Os analistas de mercado de tecnologia estimam que, no ano passado, o gigante de buscas tenha faturado no Brasil cerca de 700 milhões.

O processo de seleção na empresa leva cerca de dois a oito meses para ser concluído.

Um dado interessante sobre o uso da internet do Brasil é que um terço do tempo que os brasileiros gastam na internet é despendido navegando em uma das ferramentas do Google – no site de buscas, no YouTube, nos mapas ou no Orkut.

O Google é uma plataforma de tecnologia que por acaso, neste momento, explora um modelo de negócio que é o advertising (publicidade). Esta organizado em três grandes áreas: engenharia, produtos e vendas e desenvolvimento de novos negócios.

Para trabalhar no Google a pesse deve se adaptar ao dinamismo e a um ambiente de trabalho desestruturado e de poucos processos.

As métricas da empresa são: quantas buscas estão sendo feitas, quantos vídeos estão sendo feitos e assistidos, quantos cliques estão sendo dados num determinado formato de publicidade que o anunciante utilizou. Se não tem um clique para o Google não serve.

Eles procuram encontrar uma qualidade nos candidatos que se entitula de googleness, isto é, uma qualidade pessoal de querer mudar o mundo. Não querem somente pessoas com histórico acadêmico impecável. Existem outras características cobiçadas como flexibilidade, resiliência, poder de persuasão e iniciativa.

Uma das fontes de contratação são as indicação dos próprios funcionários, os googlers, além das indicações existe o canal de empregos do Google na internet (www.google.com/jobs).

Independente da área de formação do candidato e do cargo pretendido, a fluência em inglês é obrigatória. Se o candidato não for capaz de se expressar claramente, a ponto de segurar uma reunião de trabalho, ele será sumariamente eliminado do processo.

O processo de seleção do Google tem 6 etapas:

1) Análise do currículo: avalia-se que escola o candidato fez, que cursos ele realizou e a quais atividades extracurriculares se dedicou. O Google valoriza muito as atividades extracurriculares.

2) Entrevista telefônica: analisa-se a experiência profissinal, características de liderança, habilidades cognitivas e aderência a cultura.

3) Entrevistas ao vivo: utiliza-se o método de case. É proposto ao candidato um problema e espera-se que ele apresente uma solução. É considerada a capacidade de propor soluções criativas, raciocínio lógico e habilidade de se comunicar bem.

4) Comitê de Admissão: avalia-se a comunicação e o grau de persuasão.

5) Comitê Américas: mesma etapa anterior porém a nívem LatAm.

6) Comitê Global: avalia-se o potencial de desempenho futuro em diversas áreas da organização e aderência aos valores e à cultura da empresa.

No que diz respeito a remuneração, o Google pratica a média do mercado de tecnologia, que, por ser um mercado muito competitivo, costuma pagar bem.

Emprego no Nordeste

Há um verdadeiro boom em andamento no mercado de trabalho  do Nordeste, resultado do investimento de empresas locais, nacionais e multinacionais que apostam no aumento gradual do poder de consumo dos 53,5 milhões de habitantes – o que corresponde a 28% da população brasileira. O rendimento médio dos nordestinos ainda está bem abaixo do padrão brasileiro, 491 reais por mês para pessoas acima de 25 anos de idade, ante a média nacional, de 745 reais. Ainda assim, o Nordeste obteve o maior avanço na participação do Produto Interno Bruto (soma de todas as riquezas geradas pelo país) ao longo da última década, saltando de 12% para 13,1%.

Para quem está disposto a mudança é preciso atentar para a cultura local, a forma dos nordestinos fazerem negócios. Existe a necessidade da construção de um relacionamento que vá além do contato profissional.

Varejo

A baiana Insinuante acaba de se fundir com a mineira Ricardo Eletro para formar a Máquina de Vendas, segunda maior rede varejista de eletroeletrônicos do país, com presença em 17 unidades da deferação.

Vagas que vem da cana

Estima-se que sairão das usinas este ano 20,1 bilhões de litros de etanol hidratado – 2,64 bilhões a mais que o registrado na safra anterior. Esse volume vai abastecer os veículos flex, cuja produção é crescente. Um estudo da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores mostra que no primeiro trimestre de 2011 a frota de carros bicombustível deve chegar a 50% do total de veículos em circulação no país, ante os 41% atuais. Com a relação ao mercado internacional, a expectativa para as exportações para o biênio é de 1,8 bilhão de litros.

Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostra que a cana é a matéria-prima que mais gera empregos na agricultura brasileira: cerca de 1,2 milhão de vagas.

Informação na ponta do dedo

Segundo registro feito pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em abril de 2010, havia 179 milhões de celulares em uso no país. Destes, 9 milhões são aparelhos 3G.

Hoje, há mais de 280 empresas de APPs, espalhadas principalmente pelo Rio de Janeiro, São Paulo, interior paulista, Manaus e Recife. Estima-se que, juntas, essas companhias abrirão 500 vagas somente esse ano.

Faça o bem para sua carreira

O trabalho voluntário é cada vez mais procurado por profissionais que buscam significado no que fazem.

O mais importante da experiência é perceber o quanto ela modifica a visão de mundo do voluntário. A pessoa começa a dar mais valor à sua vida e passa a considerar pequenos seus problemas no trabalho.

Como experiência pessoal, poucas atividades são tão enriquecedoras como o trabalho voluntário, mesmo que você não receba dinheiro nenhum para fazê-lo.

O envolvimento de uma corporação numa ação de cidadania tem, evidentemente, um componente marqueteiro. Mas, em muitos casos, existe um interesse legítimo em ajudar e retribuir à sociedade da qual a empresa tira seu sustento.

A ação social é uma oportunidade de desenvolver competências para sua carreira profissional – ou ao menos aprimorar habilidades que você já possui.

Colunas

Luiz Carlos Cabrera – Errou? Que bom. Corrija.

Um erro deve ser corrigido, e não punido. O medo de errar é um verdadeiro vaporizador paralisante para a profissionais em qualquer momento da carreira. O dever da perfeição, que não deixa de ser uma herança totalitária e positivista, é o maior empecilho à criatividade e à inovação.

O erro é para ser discutido, analisado e, ai sim, corrigido. O processo de correção tem de ser um momento de crescimento, de transparência, de abertura. Nunca de crucificação. Pior do que constatar o erro é não aproveitar o momento de aprender.

O ser humano é imperfeito e por isso maravilhosamente humano. Errou? Apague e faça de novo.

A Você SA é uma revista excelente, nos mantém em contato com as mudanças nos seguimentos de mercado, trás estatísticas, novidades e o principal dicas, opções, casos reais que nos auxiliam a planejar e agir para atingir nossos objetivos e realizar os nossos sonhos.

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Resenha Revista Quatro Rodas Junho 2010

Posted by dealalves em julho 24, 2010

Mais um vez na busca do objetivo de quebrar os paradigmas da leitura me joguei na Quatro Rodas de Junho 2010… Até que não demorei mto pra terminar de ler, uma vez que estamos em Julho ainda neh…rsrss…

Sendo muito sincera, houveram várias matérias que eu não entendi nada, principalmente quando entra nos dados técnicos sobre os veículos.

E não me arrependi porque a revista realmente é muito boa, a linguagem é bem informal porém as considerações são bem relevantes e esclarecedoras. Sem falar que a industria automobilística é uma das maiores do Brasil e é também a locomotiva de toda uma cadeia produtiva que gera empregos e riqueza para o país. Todos os brasileiros são apaixonados por carro, é o sonho de todo adolescente que faz 16 anos conseguir sua habilitação e poder dirigir, quem começa a trabalhar como primeira conquista sempre compra um carro, existem discussões intermináveis sobre qual carro ou qual marca é a melhor, resumindo, é algo que faz parte do nosso dia-a-dia e mesmo não sendo algo que me interesse tanto assim, é importante tanto para fins profissionais quanto para cultura pessoa conhecer mais sobre esse meio.

Um assunto que foi tema de várias matérias (A Toyota está ligada, Maduro para o Verde, Efeito Memória e Gerador Próprio) são as pesquisas, avanços e lançamentos de carros elétricos. Isso mostra que a industria automobilística já reconheceu que o petróleo e seus derivados são uma fonte limitada de energia e que é necessário buscar outras alternativas. Neste ponto as reportagens mostraram que as pesquisas estão bem avançadas e que alguns modelos estão prestes a entrar em comunicação.

Nos EUA a Toyota se associou a Tesla Motors para produção de veículos elétricos, peças e sistemas. A parceria é benéfica para ambas. Enquanto a Tesla adquire a experiência da fabricação em escala da Toyota, a marca japonesa, que até agora mantinha suas fichas apostadas no Prius, seu modelo híbrido, recebe em troca a tecnologia já desenvolvida e aplicada nos modelos 100% elétricos da fabricante americana. A expectativa é que o sedã elétrico fabricado pela Toyota/Tesla custará USD 49900 e a bateria poderá chegar até 300km de autonomia.

A Nissan esta fazendo um “teste vocacional” em potenciais compradores do seu modelo elétric, o Leaf. A Nissan quer ser transparente com os consumidores sobre as limitações e os benefícios do Leaf. O motor elétrico promete uma autonomia de 160km antes da bateria estar descarregada. Esse sistema será adequado para a maioria das necessidades diárias, mas não irá satisfazer todas. Para adquirir um Leaf primeiro paga-se USD 99 para reservar o veículo, depois preenche-se um questionário informando seus hábitos e o estado de instalação elétrica de sua casa, se você for aprovado um eletricista irá até a sua casa para estimar o gasto na instalação do sistema de recarga, só o recarregador custa USD 1100, fora a fiação e os demais componentes, só depois de tudo isso você adquire o veícuo por USD 25.280.

Nos EUA as mascas mais lembradas quando o assunto é carro elétrico são a Toyota (17%), Honda (15%), Ford (12%), Chevrolet (8%), Nissan (4%) e Tesla (2%).

A Mercedes-Benz lançou o S 400 Blue Hybrid que diferente do Toyota Prius e do Honda Insight, entre outros, que se valem de motores elétricos para deslocamentos em baixa velocidade, nos centros urbanos, o S 400 usa o segundo motor como um gerador de força extra nas acelerações aplicada principalemnte nas estradas. O propósito de economizar energia e reduzir a poluição é o mesmo, o que difere são as situações em que os motores elétricos entram em ação. Alguém pode argumentar que é mais urgente reduzir a poluição nos centros urbanos que nas estradas. Mas, globalmente, o importante é reduzir o nível das emissões onde quer que elas sejam geradas.

A revista também apresentou algumas reportagens concernentes aos motoristas/consumidores (Déficit de atenção e Recall dos recalls) abordando aspctos destes grupos e tecnologias que visam o bem estar do motorista.

Segundo o NSC (Nacional Safety Council) as principais causas de acidente por distração são: usar dispositivo sem fio (celular), conversar e interagir com os passageiros, procurar coisas dentro do carro, programar estações de rádio ou computador de bordo, usar barbeador elétrico e aplicar maquiagem, comer ou beber ao volante, olhar cartazes e placas na rua, falar ou cantar sozinho, fumar e sonhar acordado. Isto  ocorre porque quando o cérebro humano precisa executar duas tarefas, como dirigir e atender uma chamada telefônica, entra em modo de atuação que “enxerga, mas não vê”, nada menos que 50% da informação.

Os brasileiros não se recordam das convocações das fábricas. 62% dos entrevistados pela empresa GfK Brasil não se recordam de um recall automotivo, sendo que esse número aumenta para 71% se considerarmos apenas o público feminino (rsrs… péssimo para nós mulheres). Entre os homens, mais afeitos ao mundo da graxa, o índice é de 51%. As classes C e D são aquelas que menos conhecem esse tipo de procedimento dos fabricantes, para verificação e troca de peças defeituosas. De acordo com a pesquisa, 75% desse grupo não tinha conhecimento de algum recall. Na classe A e B, o número cai para 48%. Se classificarmos o resultado por regiões, o Nordeste agrega o maior número de “esquecidos”, com 71%. Os jovens entre 18 e 24 anos também se destacaram como um grupo que costuma esquecer as medidas dos fabricantes: 69% não tinham lembrança de nenhum recall.

Outro aspecto que consegui observar é que na linha de carros luxo, sejam as super naves ou até os médios, a concorrência é grande, acirrada e existem muitas opções. Ao ler a descrição dos opicionais (painel touch screen, viva voz, bluetooth, ar-condicionado digital, cambio automático, computador de bordo, etc.) e a opinião dos colunistas fui levada a outra dimensão do conceito de automóvel. Porque para mim o que eu conhecia (de automóveis de familiares e amigos) são os populares e ao ver a descrição de carros como o Honda Accord (R$ 99.800), Dodge Journey (R$ 99.900), Novo Fiesta Sedã (R$ 57.000), Malibu (R$ 89.900), Kia Sorento (R$ 120.900), Kia Cadenza (R$ 90.000), entre outros, cai na realidade de que o que nos é oferecido nos populares realmente é o básico do básico e que os populares são mesmo só um meio de locomoção… porque conforto mesmo… sem chance nem comparação com os modelos que eu mencionei acima. Só pelo preço também já se pode deduzir que esses veículos são destinados as classes A e B, consumidores que já atingiram um padrão considerável de vida e podem se dar ao luxo e ao conforto de um veículo desse porte.

Outro dado importante que a revista sempre aborda são as estatísticas de mercado como a quantidade de unidades vendidas, informações sobre as empresas como por exemplo eu não sabia que Kia e Hyundai estão reunidas desde 1998 em um conglomerado, suas sedes ficam no mesmo complexo, modelos das duas marcas compartilham centenas de componentes, mas na hora de vender a parceria dá lugar a um renhida disputa por fregueses. Além disso a revista sempre menciona profissionais de destaque no mercado como Peter Schreyer  que é umas estrelas do design, a Kia o tiraram a peso de ouro da Audi e ele tema missão de coordenar os três centros de design da marca e transformar a marca de mera copiadora de tendências numa referência em design.

Uma das reportagens mais interessantes foi O clássico das multidões que trata da comparação entre o Novo Uno e o Novo Gol.

A rivalidade entre Fiat Uno e VW Gol é antiga. O Gol estreou em 1980 e o Uno em 1984. De lá para cá, muita coisa mudou, tanto em campo como em nosso mercado. O Uno chega num momento em que Fiat e VW disputam carro a carro a liderança de mercado. Até o início de maio, a Fiat tinha 22,71% de participação e a VW estava com 22,16%. Como Uno e Gol estão entre os mais vendidos do país, a briga entre eles pode definir quem ficará em primeiro no fim do ano.

A maior diferença entre eles está na qualidade do acabamento. A superioridade do VW é percebida pela observação das peças e também pela menor quantidade de ruídos vindos de painel, bancos, portas, cintos de segurança e para-sóis, entre outras partes.

O Gol tem a direção mais pesada, exige maior esforço nas manobras. Sua suspensão firme não tolera movimentos de rolling nas curvas e passa por buracos de forma tensa, quase dura. Por sua vez, o Uno é um carro fácil de dirigir. Sua direção é leve e a suspensão macia e confortável deixa a carroceria inclinar nas curvas – sem, contudo, comprometer a dirigibilidade, uma vez que, apoiado, o carro segue a trajetória obediente.

Então esse foi o resumo do que considerei de mais relevante na revista, no final dela ainda tem a tabela com o preço padrão de todos os veículos de todas as marcas, muito bom para quem quer ter noção de valores ao comprar ou vender seu veículo. Além de algumas colunas sobre como foi o atendimento  nas visitas a revisões nas concessionárias o que é muito importante no momento de considerar a compra de um novo veículo também.

Recebi uma overdose de informações sobre o ramo automobilistico pela Quatro Rodas porém estou bem satisfeita. Vou dar um tempo agora e ler outro tipo de revista claro! Mas com certeza vou comprar outra Quatro Rodas mais adiante quando desejar me atualizar!

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Resenha Folha Universal 28/02/2010

Posted by dealalves em julho 18, 2010

Produção de Ecstasy cresce no Brasil

A América do Sul, que já estava entre os principais destinos do ecstasy produzido na Europa e nos Estados Unidos, está se tornando também grande fabricante da droga. O alerta veio de relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU) na quarta-feira (24). O documento da Junta Internacional Fiscalizadora de Entorpecentes (Jife) relata que, em 2008, as autoridades brasileiras desmantelaram o primeiro laboratório clandestino de fabricação de ecstasy e apreenderam um total recorde de 132 mil unidades da substância em um segundo laboratório, encontrado em agosto de 2009. O relatório também alerta para a escalada do uso de medicamentos controlados pelo mundo.

Viva mais e bem

A humanidade está envelhecendo. Dentro de 35 anos a previsão é de que, pela primeira vez na história, haja mais pessoas acima dos 60 anos do que crianças no mundo, de acorodo com a ONU. Antes disso, em 2025, o Brasil será o sexto país com maior número de idosos, indica a OMS.

Em 2000, a população do país vivia, em média, 68,3 anos. Em 2008, esse índice passou para 72,7. Para 2050, a expectativa média de vida é de 81,29.

Além da carga genética, envelhecer bem depende muito do estilo de vida e do ambiente. Os idosos com maior autonomia e independência são aqueles que cultivaram bons hábitos de saúde.

Para evitar doenças crônicas, que são as mais comuns no envelhecimento, há quatro comportamentos de risco que precisam ser evitados: tabagismo, sedentarismo, má alimentação e excesso de bebida alcoólica.

É importante planejar como será a velhice em termos de saúde física, mental, social e de segurança financeira, incluindo um projeto de vida para depois da aposentadoria.

No Brasil, as mulheres são maioria entre os idosos. Segundo o IBGE, elas são quase 12 milhões – 56% do total de pessoas acima dos 60 anos. Em média, elas vivem de 7 a 8 anos a mais do que os homens.

A população com 60 anos ou mais anos exerce importante papel na economia do País. De acordo com a última Síntese de Indicadores Sociais do IBGE, de 2008, 50% dos idosos moram com os filhos e 23,3% são responsáveis pelo sustento da família.

Segundo IBGE, cerca de 5 milhões dos 21 milhões de idosos no Brasil têm renda média de R$ 830 e os principais gastos são com alimentação, remédios e planos de saúde. Na outra ponta, 2,3 milhões ganham até R$ 208, daí a importância de se pensar em um plano de previdência privada para garantir o futuro.

Para sustentar uma população que envelhece cada vez mais rápido, só há três saídas: realizar incentivos pré-natais, para que as pessoas passem a ter mais filhos; atrair mais imigrantes jovens, que possam rejuvenescer a população; e aumentar o incentivo para que as pessoas trabalhem mais tempo.

Pensando no futuro

Atentos ao fato de que a população brasileira está ficando mais velha e de olho nas classes de renda mais baixa, os bancos começaram a criar condições para que a classe C se interesse por planos de previdência privada, que visam garantir um futuro financeiro mais seguro. A ideia da previdência privada é relativamente simples: o contratante investe, todo mês e por alguns anos um valor fixo que rende a juros de mercado e que poderá ser resgatado em parcelas no futuro, como uma aposentadoria.

No Brasil, existem dois tipo: o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL). O primeiro pode ser abatido do imposto de renda, caso o valor represente até 12% de sua renda, e o imposto é pago sobre o valor sacado. O segundo, recomendado aos planos mais baratos, não pode ser abatido do imposto de renda, mas quando o dinheiro é sacado, o imposto é referente só ao rendimento, não ao que foi depositado na conta.

Lesões em série

Além de fabricar aves congeladas, a Brasil Foods, empresa criada após a fusão da Perdigão com a Sadia, é acusada de produzir também em série lesões em centenas de trabalhadores. Existem mais de mil medidos de indenizações de ex-funcionários devido a acidentes na unidade de Capinzal em Santa Catarina. Há registro no INSS de 510 acidentes na fábrica nos últimos 5 anos e 1.277 trabalhadores estão afastados devido a doenças, o que representa 20% do contingente da unidade.

Recorde dedentistas no país de banguelas

O Brasil é o país com maior número de dentistas no mundo: tem cerca de 250 mil profissionais na área – três vezes mais que o número ideal recomendado pela OMS.

Porém números do próprio Ministério da Saúde apontam que quase um terço da população (60 milhões de pessoas) nunca fez tratamento dentário (os números são de 2003, ano do último balanço).

Nosso proble~ma não é a quantidade de profissionais, mas sim a distribuição deles no interior do país. Existe uma grande concentração de dentistas nas regiões Sul e Sudeste que abrigam 75% de todos os profissionais da área.

Cansaço sem fim

Todos nós nos sentimos cansados eventualmente e podemos até chegar a pensar em simplesmente não levantar da cama para mais um di de trabalho. Isso é normal. Mas quando esse sentimento se torna uma regra, e não a exceção, é preciso tomar cuidado. Ele pode ser sintoma da síndrome da fadiga crônica (SFC), reconhecida pela OMS e diagnosticada pela primeira vez em 1998.

No Brasil, cerca de 200 mil pessoas tem a síndrome. Nos Estados Unidos, a estimativa é de 0,5% dos norte-americanos tenham a SFC, o que representa aproximadamente 1,5 milhão de pessoas.

O principal sintoma da fadiga crônica é a persistência de cansaço e da falta de energia por mais de 6 meses. Também são comuns dores musculares e nas articulações, sono excessivo, dificuldade de memória e concentração, disturbios visuais, alergias, inchaço nos nódulos linfáticos, tontura e hipersensibilidade a comidas, medicamentos e barulhos.

Não há tratamento específico para a fadiga crônica, mas alguns procedimentos como psicoterapias, reposição hormonal com corticoides e uso de antidepressivos, analgésicos, ansilolíticos, suplementos alimentares, fisioterapia e massagens podem ajudar.

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Resumo/Resenha Revista da Cultura

Posted by dealalves em julho 14, 2010

Fui uns dias atrás comprar um livro pra faculdade na Livraria Cultura do Conjunto Nacional e peguei a revistinha deles.

Olha, de mta qualidade viu!! Devorei!!

Seguem os assuntos que mais gostei com os meus comentários!!

A Rua contra a Rua

É uma matéria que fala da disputa pichação X grafite em São Paulo, mas o que achei de interessante mesmo foi que eles contaram a história dessa arte.

O aerosol se popularizou na década de 1960 e a escrita na parede, herança que vem desde que os homens moravam em cavernas, ganhou agilidade. O spray transformou a pichação em arma de protesto na revolta estudantil de 1968, em Paris, e do lado ocidental do Muro de Berlim. Virou marcação de territórios entre gangues, em Los Angeles, grafite em Nova York na década de 1970 e ganhou estética única em São Paulo a partir da década de 1980.  Essa pixação com ‘x’ é exclusiva da cidade de São Paulo e é referência para a street art  do mundo todo. A pichação de São Paulo é uma comunicação fechada. É  da pichação pra pichação. Então, na verdade, ela não se comunica com a sociedade. Ela é uma agressão.

Mais informações vc tem no documentario Pixo que dá pra baixar aqui.

Voando com Richard Bach

O americano Richard Bach pode não ser o nome mais lembrado quando o assunto envolve escritores pilotos, posto ocupado pelo célebre Antonie de Saint-Exupéry (O pequeno Príncipe).

Seu best seller Fernão Capelo Gaivota, publicado em 1970, conta a história da ave que ultrapassa os próprios limites pelo simples prazer de voar. Fórmula que se repete em Hipnotizando Maria. A obra traz um professor de aviação e piloto que ajuda uma mulher (Maria) a pousar um avião após seu marido, que pilotava a aeronave, perder a consciência. Questões metafísicas, filosóficas e espirituais são exploradas através da metáfora de pilotar.

Em Hipnotizando Maria, Bach defende que vivemos em um mundo de aparências e de metáforas que precisam ser enxergadas para que possamos compreender nossa própria realidade. A grande problemática da questão é que nem sempre enxergamos o óbvio, apesar de as respostas estarem sempre diante de nossos olhos. Para isso, ele sugere o exercício de questionar.

Ziraldo

Com a mesma energia com que escreve, Ziraldo dala da necessidade de transformar o Brasil num país de leitores. “A escola sabe da importância da leitura. Só não avisaram os professores, que fazem dela um dever. Isso prejudica a criança para chegar à leitura com prazer e desenvoltura. O estudante brasileiro é, na maioria, analfabeto funcional, incapaz de enteder o que lê. A gente tem de transformar o Brasil num país de leitores. Ler é mais importante que estudar.”

Concordo totalmente com as palavras do Ziraldo, a leitura transformou a minha vida, moldou o meu caráter, contribuiu para a minha visão de mundo e objetivos de vida. Ler é fantástico porque serve a diversos propósitos: estudo, auto-ajuda, diversão, pesquisa, etc. de qualquer forma algum tipo de conhecimento a pessoa esta agregando.

Momento Crítico

Há quem diga que o pensamento crítico sobre a cultura está abandonado. Onde está a critica de arte? Houve um tempo em que os críticos não tinham medo de emitir julgamentos polêmicos e apaixonados; hoje, aqueles que restam só escrevem textos na linha ‘ não me comprometa’.

Evidentemente, a crítica existe no Brasil e é praticada regular e intensamente nos jornais e nas revistas. A questão é que, como toda atividade intelectual, tem o tamanho da sua própria época. E qual é, afinal, o tamanho da crítica da nossa época? Ela continua influente, mas bem menos do que no passado. Penso que perdeu muito de sua autoridade. Nãoporque seja pior do que antes, mas houve uma mudança substancial no modo de as pessoas encararem a ‘ autoridade’ dos jornais e das mídias tradicionais.

Se entre críticos apocalípticos ou integrados há diferenças de opnião e justificativas para o declínio da atividade, todos concordam que o espaço da crítica foi reduzido nos últimos anos e que textos mais longos, elaborados e que exigem certo tempo de maturação foram substituídos por resenhas descritivas, por vezes oriundas do material de divulgação produzido pelas assessorias dos próprios artistas.

Um momento importante na formação da crítica nacional foi a fundação da USP, em 1934. Para asoligarquias paulistas, a USP representava a oportunidade de gerar novos quadros intelectuais, funcionando como centro de formação e irradiação de um pensamento de elite.

Excêntricos e extraordinários

Até que ponto os “mais inteligentes” são mais suscetíveis às excentricidades e à loucura?

De acordo com diversos estudos da psiquiatria não existe qualquer prova científica que fundamente a relação entre inteligência, criatividade e doenças mentais. Muitas pessoas são excêntricas e inteligentes. Mas também é possível ver vários cientistas, inclusive ganhadores do Prêmio Nobel, que são pessoas completamente normais e não chamam a atenção. O excêntrico acaba, mesmo sem intenção, chamando a atenção dos outros. Então, as pessoas começam a acreditar que existe essa relação direta, e não tem.

Porém existe um preço, que é a concentração, a dedicação do cientista. E, por isso, ele tende a ser mais distraído frente às necessidades usuais de um cidadão comum, que não é cientista. Com o tempo, precebemos que é muito importante que a sociedade os entenda. Mas isso não é muito fácil.

Apesar de os grupos desejarem que exista sempre um gênio que traga o novo para a sociedade, geralmente, quando ele revela o que nunca foi visto, a reação é de horror. Um gênio é capaz de perceber aquilo que as outras pessoas não veem, num nível criativo considerado diferenciado. A pessoa que vê o que ninguêm vê geralmente assusta. Os parâmetros em que elas se apoiam desaparecem quando a nova realidade é revelada.

A vivência em solidão é muito grande, porque as pessoas não entendem o gênio . É preciso lidar com um nível de turbulência emocional que é difícil de administrar. Isso pode desorganizá-lo internamente.

Rotina de gênio

Incansáveis formatos de busca, ritos cerebrais e comportamentos de grande complexidade. Essa é a rotina de um cientista, independentemente de sua área de atuação.

Leonardo Da Vinci adotava uma pragmática forma de resolver um problema complexo: no começo, aprendia muito sobre ele; depois, o reestruturava de diferentes modos. Para ele, o primeiro “olhar” sobre um problema era demasiado parcial e comumente o problema, com outra estrutura , reconstruído, poderia transformar-se em algo bem menos complexo. Já Einstein, quando diante de um enigma , tinha uma enorme necessidade de formular seu enunciado das mais variadas formas (quase sempre usando diagramas). O genial Thomas Edison (mais de 1000 patentes) estabelecia para si próprio uma “cota de idéias” sobre um determinado problema e se punha a trabalhar incansavelmente até o limite estabelecido.

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Resenha Revista Contas – Sescon SP

Posted by dealalves em junho 6, 2010

A revista Contas é a publicação do Sescon. Essa é de Junho-Julho 2009 (okk sei que é velha porém naquela época eu nem pensava em estudar Ciências Contábeis), mas traz artigos bem interessantes sobre o SPED em especial e outros assuntos relativos a Contabilidade.

Embaixo vão os meus comentários sobre cada assunto.

SPED

Com o SPED em funcionamento, os empresários já começam a emitir para a Receita Federal do Brasil os dados contábeis e fiscais de sua empresa em formato digital. Uma vez enviadas ao sistema, tais informações são compartilhadas com as administrações tributárias e demais órgãos fiscalizadores de todo o País, que passam a trabalhar de uma forma mais pró-ativa e efetiva no combate à sonegação.

Os principais subprojetos do SPED são a NF-e, substituta das notas de comércio dos tipos 1 e 1-A; a ECD ou SPED Contábil, versão digital dos livros diário e razão das companhias; e a EFD ou SPED Fiscal, forma eletrônica dos registros fiscais em papel das organizações. O envio dos arquivos nestes formatos já é exigido de algumas atividades econômicas.

Há outras iniciativas em desenvolvimento no âmbito SPED que já começaram a ser regulamentadas em âmbito estadual. Entre elas, a Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e), para documentar as prestações de serviços, e o Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e), para simplificar as operações intermunicipais e interestaduais de transporte de cargas.

Porém tudo isso requer das empresas ônus com infraestrutura de hardware, software e treinamento dos profissionais.

Além disso cada vez mais o SPED requer das empresas organização e controle o que torna quase que obrigatória a implantação de um ERP, ou seja, aquelas empresas que tinham uma colcha de retalhos em sua informática deverão partir para um investimento mais definitivo.

Isto é tão verdade que, em um debate sobre o assunto na Associação Comercial de São Paulo, foi levantada a hipótese de a própria Receita Federal disponibilizar um sistema de micro gestão. Além de servir aos fins gerenciais, esta ferramenta já estaria em harmonia com os arquivos eletrônicos que deverão ser preparados, validados e enviados par ao fisco.

Um dos problemas do SPED alegados pelas empresas é a espionagem industrial. De clientes às matérias-primas, de resultados a prazos oferecidos, tudo estará encancarado. Trata-se de um problema muito sério pois não existe segurança sobre as informações lá arquivadas.

Acho super digno e louvável a iniciativa do SPED, finalmente o governo se utilizando da tecnologia contra a burocracia, lógico que ele só fez isso por ser em benefício próprio. Acho que a empresa que trabalha diretinho não tem nada a temer, é uma forma mais justa e eficaz de fazer as fiscalizações e realizar a coleta das informações.

ICMS

É considerada contribuinte do Imposto Sobre Operações Relativas a Circulação de Mercadorias e Sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) qualquer pessoa, natual ou jurídica, que de modo habitual ou em volume que caracterize intuito comercial, realize operações relativas à circulação de mercadorias ou preste serviços de transporte interestadual ou intermunicipal ou de comunicação.

Cabe salientar que é também contribuinte a pessoa natual ou jurídica que, mesmo sem habitualidade ou intuito comercial:

a) importe mercadoria ou bem do exterior, qualquer qualquer que seja a sua finalidade;

b) seja destinatária de serviço prestado no exterior ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior;

c) adquira, em licitação, mercadoria ou bem importadas do exterior e apreendidas ou abandonados;

d) adquira energia elétrica ou petróleo, inclusive lubrificantes e combustíveis líquidos ou gasosos dele derivados, oriundos de outro Estado, quando não destinados à comercialização ou à industrialização.

O ICMS significa uma coisa: ROUBO. É um imposto que a gente paga praticamente sobre tudo!! E para que se destina ou onde é aplicado esse dinheiro??

Crise

O Brasil é um dos poucos privilegiados com bases mais sólidas para enfrentar a tormenta.

O País está protegido nos três pilares que a crise se mostrou mais severa nos EUA e em outras economias. Nosso setor bancário não possui muitos ativos de risco, nossas famílias são pouco endividadas e somos superavitários em relação às contas externas, com US$ 200 bilhões em reserva.

Esse lance das contas externas eu não sabia. Veja bem, não é como o Governo alardeou que a dívida externa estava paga… temos dinheiro em caixa para pagar a dívida porém ela não foi paga pois é mais interessante ter esse dinheiro conosco para fazer investimentos no país e multiplica-lo. Oremos para que nenhum louco assuma a presidência e gaste esse dinheiro em alguma obra faraônica.

Faltas do Funcionário Abonadas por Lei

Todas as faltas do funcionário abonadas por lei estão no artigo 473 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Estão entre as principais:

1) Falecimento de cônjugue, parentes ascendentes e descendentes – até 2 dias.

2) Casamento – 3 dias.

3) Licença-paternidade – 5 dias.

4) Doação de sangue – 1 dia.

5) Alistamento eleitoral – 2 dias.

6) Cumprimento serviço militar.

7) Exame vestibular para ingresso em ensino superior.

Dívidas Impossibilitam a retirada do pró-labore

Normalmente, os sócios que exercem algum cargo dentro da empresa retiram uma remuneração por seu trabalho, denominado pró-labore. O valor recebido depende tanto da função desempenhada quanto da capacidade financeira da organização e é delineado no contrato social. Para obter estes ganhos, no entanto, a empresa não pode possuir determinadas pendências.

Uma delas é a inadimplência com o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e os empresários também não podem receber o pró-labore se estiverem devendo o salário de seus funcionários.

Relação Complicada

Ela está invadindo os escritórios. A mais nova geração a ingressar no mercado de trabalho cresceu navegando na internet, superprotegida e sem noção nítida de hierarquia. Por outro lado, domina as novas tecnologias e é uma grande consumidora. Eis a síntese da força de trabalho do amanhã.

Os jovens de hoje tem pouca paciência para tarefas longas ou que necessitem de maior concentração, além de certa aversão às normas e regras.

O conflito é natural, mas reflete uma expectativa equivocada, pois o gestor espera que o jovem se comporte como ele em início de carreira e isso não vai acontecer.

Os pontos positivos da nova geração são de que eles têm facilidade de se adaptar, capacidade de trabalhar em equipe, são criativos e trazem questionamentos, postura que, embora possa gerar desconforto, impulsiona mudanças necessárias.

Esse pra mim é o assunto que mais rende… pois faz mais parte do dia-a-dia!!

Eu faço parte dessa geração descrita no artigo e é muito difícil pra eu me adaptar ao esquema vigente na Cia que estou trabalhando atualmente.

Para vocês terem uma idéia a minha chefe não teve filhos para não se prejudicar na carreira… gente isso é o Uóooooo!!! Ela chega todo dia antes de mim, tipo umas 6hs30 da manhã e sai bem depois de mim, tipo umas 21hs00, todos os dias!! Isso quando não vai trabalhar de final de semana e etc. Paga várias coisas do bolso dela e não pede reembolso a empresa com medo de que a empresa vai achar que ela esta gastando muito… ridículo!!

Eu trabalhava em outra empresa antes, bem organizada, com responsabilidades bem delimitadas e prazos e procedimentos que todos respeitavam. Trabalhava bastante porém tinha tempo pra navegar bastante e liberdade para isso também, porém com tanta organização e divisão de tarefas eu cuidava de uma parte bem pequena do processo e não aprendia muito, além disso meu salário e meu cargo não era adequado ao que fazia e ao meu grau de instrução, então depois de muito procurar, sai de lá.

Entrei nesta empresa e o discurso de quando fui selecionada era de que a empresa prezava para qualidade de vida dos seus funcionários…mentira!! Estou ganhando mais, ok! Tenho um cargo decente na carteira – ok! Estou aprendendo – ok! Porém estou trabalhando 11 horas por dia!! Almoço super correndo!! A empresa tem um servidor muito lerdo, tudo é super devagar, acessar uma pasta na rede, entrar na internet é praticamente impossivel, primeiro que a minha chefe senta do meu lado e não vê outra coisa sem ser trabalho na frente dela sabe… não entro mais na internet no serviço… primeiro que não dá pois tem muito trabalho e outra que não existe privacidade… Chego em casa super morta, sem ânimo para fazer nada, estou indo super mal na faculdade porque não tenho tempo de estudar…

Tudo isso porque a empresa é uma bagunça, tem um sistema muito ruim (JD Edwards)… e na boa para quem já trabalhou com SAP… não se acostuma a trabalhar com outro sistema, ainda mais zoneado como o da minha empresa. Além disso minha chefe diz sim pra tudo, não reclama, não se impõe… é praticamente a madre Tereza…

A minha felicidade é quando recebo o dindin!! E faço as coisas que gosto sabe…

Você pode estar se perguntando por que aguento tudo isso?? Por que não arrumo outra coisa?? Não era melhor ter ficado onde eu estava??

Aguento por poucos mais relevantes motivos e são eles:

1) Salário: com a mudança de emprego tive um aumento de 50% a mais no salário… tem noção do que é isso?? Consegui ser mandada embora da outra empresa e paguei todas as minhas dívidas, TODAS! E ser uma pessoa sem dívidas não tem preço!!

2) Cargo e experiência: veja bem, na outra empresa eu era Aux. Administrativo… agora sou Analista de Controladoria. Completamente diferente não? E eu tenho somente 24 anos ok!! Outra coisa… acredito que se sobreviver nessa bagunça e conseguir fazer um bom trabalho durante pelo menos uns 2 anos… conseguirei trabalhar em qualquer lugar, além disso reconheço que preciso criar um calos emocionais sabe e compotamentais também…

Esse é ponto… tudo tem um preço… preciso me organizar melhor também, todas essas mudanças ainda não foram digeridas por mim 100% sabe… fato é que não posso continuar a me matar tanto no trabalho, pois do que adianta me matar lá e estar com o resto da minha vida em frangalhos, não posso deixar a minha chefe me contaminar… se é isso que ela quer pra vida dela… sorry… eu quero ganhar bem sim, ter cargo bom sim, mas com qualidade de vida!!

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Resenha Money Jornal

Posted by dealalves em maio 30, 2010

Trabalhar na Paulista é tudo de bom!

E um dia desses eu chegando para trabalhar estavam distribuindo na rua o Money Jornal, tudo bem que isso foi em 20/05 e só agora eu consegui ler… mas atrasos a parte, adorei o jornal. Ele é conciso, com informações relevantes e desperta em vc o desejo de pesquisar mais, aprender mais sobre finanças, planejamento financeiros, etc.

Segue os pontos que achei mais interessantes…

Curtas

A meta da inflação para o final de 2010 é de 4,5%.

A expecitativa da Selic até o final de 2010 é de 11,75%.

A partir do semestre que vem, 10 grandes empresas mundiais terão papéis negociados na BMF&Bovespa. Entre elas estão a Apple, o Google, Bank of America, McDonalds e Wal Mart. As ações serão vendidas pelo Deutsche Bank como Brazilian Depositary Receipt (BDRs), ou seja, os investidores não comprarão diretamente os papéis, mas recibos correspondentes ás ações da companhia.

Há 100 anos, a média de vida de um brasileiro era de 33 anos, hoje a expectativa chega em 68 anos para os homens e 73 anos para as mulheres.

Se vc tem um projeto de longo prazo, vc tem que pôr o seu dinheiro no mercado acionário, não importa se vc é conservador ou não.

Investir em ações é ideal para projetos de longo prazo, acima de 10 anos.

Alguns fundos de Renda Fixa cobram taxas de administração muito altas (4%) e não compensa.

A orientação dos especialistas é que para um CDB alcançar a rentabilidade apresentada pela poupañça deve pagar acima de 90% do CDI e para um fundo de investimento de varejo é necessário praticar uma taxa de administração, no curto prazo, inferior a 1,5% a.a.

Um dos setores que mais sentiu reflexo do vulcão da Islândia foi o de frutas. De acordo com o Instituto Brasileiro de Frutas, 15% do transporte para o exterior é feito por via aérea.

Agronegócio

O setor de agronegócio sofreu bastante os efeitos da crise de 2008, muitos países passaram a adotar medidas de restrições as importações de produtos, como forma de segurar a demanda para seus próprios países.

Do ponto de vista do mercado interno, o setor de alimentos se vê beneficiado pelo bom momento da economia brasileira, que se traduz em bons indicadores tanto de trabalho quanto de crédito. A emergência de uma nova classe média, mais popular e que demande muito mais alimentos tende a favorecer o setor.

O Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina, além de suínos e aves, sem mencionar de soja, por conta da política de subsídios para o milho nos EUA que, antes de nós, eram os líderes do segmento. Exportamos milho, laranja, café, derivados da cana-de-açucar e, em menor volume, álcool. Em todos esses produtos, se não somos o principal exportador, estamos entre os maiores. E, ao contrário dos EUA, nosso amior concorrente em produtos alimentares, ainda dispomos de terra cultivável e possibilidade de ganhos de produtividade.

A ausência de marcos regulatórios  que disciplinem a atuação no setor e a existência de uma gestão pouco profissional aumentam o risco do negócio.

A Sadia e a Perdigão anunciaram oficialmente em 2009 a fusão entre as duas empresas. Da associação, resultou a BRF Brasil Foods S.A com sede social na cidade de Itajaí, Santa Catarina.

A nova empresa já nasceu considerada a décima maior empresa de alimentos das Américas, segunda maior indústria alimentícia do Brasil (atrás apenas do frigorífico JBS Friboi), maior produtora e exportadora mundial de carnes processadas e terceira maior exportadora brasileira, atrás de Petrobrás e da mineradora Vale. Com cerca de 119 mil funcionários, 42 fábricas e mais de R$ 10 milhões em exportações por ano (quase 42% da produção), a gigante BRF Brasil Foods surgiu com um faturamento anual líquido de R$ 22 milhões.

Apresentações Empresariais

Hoje há um fator  muito relevante, o jovem-adulto possui uma capacidade de concentração muito baixa, uma vez que está conectado a diversos meios ao mesmo tempo, daí a importância do professor conseguir motivá-lo a se focar em um determinado assunto.

5 dicas em apresentações:

1- Jamais fale sobre um assunto que não domine.

2- Não perca qualquer oportunidade de falar em público, é a sua chance de treinar e se expor.

3- Não entre no jogo sem conhecer a platéia. Estude o perfil deles, faça o reconhecimento do ambiente e recursos disponíveis.

4- Evite falar demais, seja claro, objetivo e suscinto.

5- Só utilize recursos audiovisuais quando a palavra não for suficiente para tangibilizar a informação que vc quer passar.

Então… esse é um resumo do que achei mais interessante, mas o jornal é 10!

Se vc quiser ler tudo o site deles é esse aqui, vc pode baixar o jornal em PDF! Tudo de bom!

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