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Resenha Revista Quatro Rodas Junho 2010

Posted by dealalves em julho 24, 2010

Mais um vez na busca do objetivo de quebrar os paradigmas da leitura me joguei na Quatro Rodas de Junho 2010… Até que não demorei mto pra terminar de ler, uma vez que estamos em Julho ainda neh…rsrss…

Sendo muito sincera, houveram várias matérias que eu não entendi nada, principalmente quando entra nos dados técnicos sobre os veículos.

E não me arrependi porque a revista realmente é muito boa, a linguagem é bem informal porém as considerações são bem relevantes e esclarecedoras. Sem falar que a industria automobilística é uma das maiores do Brasil e é também a locomotiva de toda uma cadeia produtiva que gera empregos e riqueza para o país. Todos os brasileiros são apaixonados por carro, é o sonho de todo adolescente que faz 16 anos conseguir sua habilitação e poder dirigir, quem começa a trabalhar como primeira conquista sempre compra um carro, existem discussões intermináveis sobre qual carro ou qual marca é a melhor, resumindo, é algo que faz parte do nosso dia-a-dia e mesmo não sendo algo que me interesse tanto assim, é importante tanto para fins profissionais quanto para cultura pessoa conhecer mais sobre esse meio.

Um assunto que foi tema de várias matérias (A Toyota está ligada, Maduro para o Verde, Efeito Memória e Gerador Próprio) são as pesquisas, avanços e lançamentos de carros elétricos. Isso mostra que a industria automobilística já reconheceu que o petróleo e seus derivados são uma fonte limitada de energia e que é necessário buscar outras alternativas. Neste ponto as reportagens mostraram que as pesquisas estão bem avançadas e que alguns modelos estão prestes a entrar em comunicação.

Nos EUA a Toyota se associou a Tesla Motors para produção de veículos elétricos, peças e sistemas. A parceria é benéfica para ambas. Enquanto a Tesla adquire a experiência da fabricação em escala da Toyota, a marca japonesa, que até agora mantinha suas fichas apostadas no Prius, seu modelo híbrido, recebe em troca a tecnologia já desenvolvida e aplicada nos modelos 100% elétricos da fabricante americana. A expectativa é que o sedã elétrico fabricado pela Toyota/Tesla custará USD 49900 e a bateria poderá chegar até 300km de autonomia.

A Nissan esta fazendo um “teste vocacional” em potenciais compradores do seu modelo elétric, o Leaf. A Nissan quer ser transparente com os consumidores sobre as limitações e os benefícios do Leaf. O motor elétrico promete uma autonomia de 160km antes da bateria estar descarregada. Esse sistema será adequado para a maioria das necessidades diárias, mas não irá satisfazer todas. Para adquirir um Leaf primeiro paga-se USD 99 para reservar o veículo, depois preenche-se um questionário informando seus hábitos e o estado de instalação elétrica de sua casa, se você for aprovado um eletricista irá até a sua casa para estimar o gasto na instalação do sistema de recarga, só o recarregador custa USD 1100, fora a fiação e os demais componentes, só depois de tudo isso você adquire o veícuo por USD 25.280.

Nos EUA as mascas mais lembradas quando o assunto é carro elétrico são a Toyota (17%), Honda (15%), Ford (12%), Chevrolet (8%), Nissan (4%) e Tesla (2%).

A Mercedes-Benz lançou o S 400 Blue Hybrid que diferente do Toyota Prius e do Honda Insight, entre outros, que se valem de motores elétricos para deslocamentos em baixa velocidade, nos centros urbanos, o S 400 usa o segundo motor como um gerador de força extra nas acelerações aplicada principalemnte nas estradas. O propósito de economizar energia e reduzir a poluição é o mesmo, o que difere são as situações em que os motores elétricos entram em ação. Alguém pode argumentar que é mais urgente reduzir a poluição nos centros urbanos que nas estradas. Mas, globalmente, o importante é reduzir o nível das emissões onde quer que elas sejam geradas.

A revista também apresentou algumas reportagens concernentes aos motoristas/consumidores (Déficit de atenção e Recall dos recalls) abordando aspctos destes grupos e tecnologias que visam o bem estar do motorista.

Segundo o NSC (Nacional Safety Council) as principais causas de acidente por distração são: usar dispositivo sem fio (celular), conversar e interagir com os passageiros, procurar coisas dentro do carro, programar estações de rádio ou computador de bordo, usar barbeador elétrico e aplicar maquiagem, comer ou beber ao volante, olhar cartazes e placas na rua, falar ou cantar sozinho, fumar e sonhar acordado. Isto  ocorre porque quando o cérebro humano precisa executar duas tarefas, como dirigir e atender uma chamada telefônica, entra em modo de atuação que “enxerga, mas não vê”, nada menos que 50% da informação.

Os brasileiros não se recordam das convocações das fábricas. 62% dos entrevistados pela empresa GfK Brasil não se recordam de um recall automotivo, sendo que esse número aumenta para 71% se considerarmos apenas o público feminino (rsrs… péssimo para nós mulheres). Entre os homens, mais afeitos ao mundo da graxa, o índice é de 51%. As classes C e D são aquelas que menos conhecem esse tipo de procedimento dos fabricantes, para verificação e troca de peças defeituosas. De acordo com a pesquisa, 75% desse grupo não tinha conhecimento de algum recall. Na classe A e B, o número cai para 48%. Se classificarmos o resultado por regiões, o Nordeste agrega o maior número de “esquecidos”, com 71%. Os jovens entre 18 e 24 anos também se destacaram como um grupo que costuma esquecer as medidas dos fabricantes: 69% não tinham lembrança de nenhum recall.

Outro aspecto que consegui observar é que na linha de carros luxo, sejam as super naves ou até os médios, a concorrência é grande, acirrada e existem muitas opções. Ao ler a descrição dos opicionais (painel touch screen, viva voz, bluetooth, ar-condicionado digital, cambio automático, computador de bordo, etc.) e a opinião dos colunistas fui levada a outra dimensão do conceito de automóvel. Porque para mim o que eu conhecia (de automóveis de familiares e amigos) são os populares e ao ver a descrição de carros como o Honda Accord (R$ 99.800), Dodge Journey (R$ 99.900), Novo Fiesta Sedã (R$ 57.000), Malibu (R$ 89.900), Kia Sorento (R$ 120.900), Kia Cadenza (R$ 90.000), entre outros, cai na realidade de que o que nos é oferecido nos populares realmente é o básico do básico e que os populares são mesmo só um meio de locomoção… porque conforto mesmo… sem chance nem comparação com os modelos que eu mencionei acima. Só pelo preço também já se pode deduzir que esses veículos são destinados as classes A e B, consumidores que já atingiram um padrão considerável de vida e podem se dar ao luxo e ao conforto de um veículo desse porte.

Outro dado importante que a revista sempre aborda são as estatísticas de mercado como a quantidade de unidades vendidas, informações sobre as empresas como por exemplo eu não sabia que Kia e Hyundai estão reunidas desde 1998 em um conglomerado, suas sedes ficam no mesmo complexo, modelos das duas marcas compartilham centenas de componentes, mas na hora de vender a parceria dá lugar a um renhida disputa por fregueses. Além disso a revista sempre menciona profissionais de destaque no mercado como Peter Schreyer  que é umas estrelas do design, a Kia o tiraram a peso de ouro da Audi e ele tema missão de coordenar os três centros de design da marca e transformar a marca de mera copiadora de tendências numa referência em design.

Uma das reportagens mais interessantes foi O clássico das multidões que trata da comparação entre o Novo Uno e o Novo Gol.

A rivalidade entre Fiat Uno e VW Gol é antiga. O Gol estreou em 1980 e o Uno em 1984. De lá para cá, muita coisa mudou, tanto em campo como em nosso mercado. O Uno chega num momento em que Fiat e VW disputam carro a carro a liderança de mercado. Até o início de maio, a Fiat tinha 22,71% de participação e a VW estava com 22,16%. Como Uno e Gol estão entre os mais vendidos do país, a briga entre eles pode definir quem ficará em primeiro no fim do ano.

A maior diferença entre eles está na qualidade do acabamento. A superioridade do VW é percebida pela observação das peças e também pela menor quantidade de ruídos vindos de painel, bancos, portas, cintos de segurança e para-sóis, entre outras partes.

O Gol tem a direção mais pesada, exige maior esforço nas manobras. Sua suspensão firme não tolera movimentos de rolling nas curvas e passa por buracos de forma tensa, quase dura. Por sua vez, o Uno é um carro fácil de dirigir. Sua direção é leve e a suspensão macia e confortável deixa a carroceria inclinar nas curvas – sem, contudo, comprometer a dirigibilidade, uma vez que, apoiado, o carro segue a trajetória obediente.

Então esse foi o resumo do que considerei de mais relevante na revista, no final dela ainda tem a tabela com o preço padrão de todos os veículos de todas as marcas, muito bom para quem quer ter noção de valores ao comprar ou vender seu veículo. Além de algumas colunas sobre como foi o atendimento  nas visitas a revisões nas concessionárias o que é muito importante no momento de considerar a compra de um novo veículo também.

Recebi uma overdose de informações sobre o ramo automobilistico pela Quatro Rodas porém estou bem satisfeita. Vou dar um tempo agora e ler outro tipo de revista claro! Mas com certeza vou comprar outra Quatro Rodas mais adiante quando desejar me atualizar!

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